| 24 Enfermeiros em Bruxelas, esta semana (23-28/5/2011) |
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| 27-May-2011 | ||||||||||||||||||||||||||||||||
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A convite de um dos mais destacados políticos, Dr. Mário David, Eurodeputado e Vice-Presidente do PPE, entre outros cargos e encargos, fomos visitar o Parlamento Europeu a Bruxelas e aproveitar o ensejo para afinar a pontaria das denúncias que temos a fazer, acerca da maneira pouco digna, torpe mesmo, como têm sido tratados os Enfermeiros, pelo Governo de José Sócrates. Connosco viajou também o nosso estimado Colega, Fernando Correia do SIPE que, contribuiu com o seu saber, para a tal afinação de pontaria para o tiro ser ainda mais certeiro. Há duas directivas que, entre outras, vão merecer, desde já, o nosso protesto: a das parteiras e a da saúde comunitária, os CSP. Soubemos com clareza, que as directivas comunitárias são aprovadas, depois de obtidos os consensos e os compromissos de os Estados Membros as verterem para a legislação interna de cada país. Em Portugal, essa versão, na lei nacional, vira letra morta. Ora o que tem estado a acontecer, no nosso país, é um ataque às competências dos Enfermeiros, numa desenfreada medicalização do sistema. Sócrates, agora entretenido em diferenciar Serviço Nacional de Saúde de Sistema Nacional de Saúde, com algumas confusões epistemológicas, entre Serviço e Sistema, culpa de quem lhe prepara a cábula, tem de ser responsabilizado por este ataque, que não pode passar em claro e ficar impune. Entregou o SNS aos médicos e estes aos gerentes ou gestores “made Telheiras’s School”, que é a fábrica de gestores de série Correia de Campos e Sucessores. Os Enfermeiros são arredados da gestão, eles que sempre foram o mais valioso contributo da poupança, característica que está a ser aproveitada pelos privados que têm de lucrar na prestação de cuidados. No público é o que de sabe: aumentam-se taxas, entregam-se os abortos aos privados, por causa dos objectores e não só… etc., etc.. O que interessa é promover as compras e as obras que deixem “comissões”; por isso falar em poupança é uma inutilidade nos tempos que correm. Porém, paredes meias com a poupança anda a eficácia dos cuidados que começam a perigar. Foi um prazer podermos “desabafar” as nossas mágoas, nascidas na destruição propositada e mesquinha do Governo de Sócrates, daquilo que para os Enfermeiros tem sido motivo de orgulho e progresso, de que todos beneficiavam, sobretudo os clientes dos serviços dos Enfermeiros. Vai pagar isso caro, porque nem nós, nem o Diabo lhe vamos perdoar, agora e na hora da morte, ámen. Fazia todo o sentido este nosso desabafo com Mário David, porque foi o obreiro certo, no lugar certo e momento exacto, que, connosco construiu a carreira do DL 305/81, que não teve o mérito de ser reconhecida e assinada pelo Sindicato dos Enfermeiros do Sul e Ilhas. (A ainda Bastonária da OE sabe isso melhor do que eu). Era uma versão que dignificou e muito os Enfermeiros. Por isso a destruíram ou ajudaram a destruir. Não nos peçam meias tintas nem palavras macias. Ficamos satisfeitos por ver, em acção, e facilidade com que o nosso velho amigo Dr. Mário David se movimenta naquele enorme reino da governação Europeia Comunitária. São enormes os benefícios para o nosso país com vultos como ele a desempenharem cargos de grande sensibilidade política, a exigirem incomensurável maestria, na condução de processos políticos de responsabilidade máxima. Sem o trabalho de pessoas como Mário David não seria possível consertar o que outros estragam. Foi com o seu contributo prestimoso que o SNS ganhou forma, que os que enchem a boca a dizerem que o defendem, destruindo-o, estão a pôr em causa, acusando os que podem vir a ser responsáveis pela governação. Inventam intenções que depois combatem. Por esse prestimoso contributo atrasou a sua ida para o centro das operações: Bruxelas. Mais uma vez, em prol duma amizade que se constrói com a obra que engrandece os que a erigem e com o “chamado amor à causa”, lá nos vai dar uma ajuda substancial, ensinando-nos os corredores por onde pode passar a nossa justíssima queixa do mal que este governo nos tem feito e, através de nós, ao SNS. É mais uma porta que se abre; esta decisiva para encontrarmos soluções adequadas para a problemática com que se debate a Enfermagem Portuguesa. Em meu nome pessoal e da amizade, que nos une, agradeço em nome da Delegação de Enfermeiros o honroso e oportuno convite, que muito os surpreendeu e alegrou, que estou certo vai começar a dar frutos a breve prazo, pois estamos perante pessoas que, primeiramente actuam e seguidamente, falam, mas só o indispensável para mostrarem o que foi feito. Cordiais Saudações Sindicais, O Presidente da Direcção, José Azevedo.
Foto de Grupo dos 24 Enfermeiros no Parlamento Europeu (clique aqui)
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SE - Bruxelas 2011 




























