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11-Jan-2012

Aos sócios, sobretudo
Em época de crise tudo fica pior!
racionalização das despesas impõe-se!

Nos cortes recomendamos que não incluam o Sindicato, porque é o farol que nos alumiou e continua a alumiar.

Quem fez crescer a Enfermagem foi, sobretudo este Sindicato. Tanto que conseguiu condições para uns invejarem e outros desbaratarem!

Temos que competir com forças do “faz-de-conta”, que têm o condão de, onde mexem estragam, basta ver, no calendário, as datas onde a enfermagem começa a perder terreno.

Estamos a passar um período muito negro;
Por um lado, são os “independentes” do Governo, que, além disso, têm uma confrangedora incapacidade para a política e julgam que podem fazer vingar alguma medida sem empenharem os principais agentes; na saúde, são obviamente, os Enfermeiros, que desmotivados, fazem muita cera. Mas há quem pense que são outros, só que esses outros também não fazem nada sem os Enfermeiros e entramos no círculo vicioso, viciado ou viciante.

Eles hão-de aprender com quantos paus se faz uma canoa…

Sabem mais bem do que nós que os Enfermeiros têm uma crise múltipla:

1 – Sofrem a crise geral, como o cidadão comum;

2 – Sofrem a crise de termos sido minados por dentro e serem alguns enfermeiros a preparar o lauto repasto para esse Pizarro de má memória se gabar: “aos enfermeiros… já os comi”;

3 – Sofrem duma concorrência humana, é certo, mas desenfreada e mortífera.

Mas nós estamos aqui a traçar os nossos planos de acção de molde a chamarmos o máximo de atenção, com o mínimo esforço e exposição dos Colegas.

Começamos a acreditar que há por aí quem lhes ande a meter medo. E com tanta clandestinidade e práticas esotéricas, que por aí, não se duvida que possam produzir os mesmos efeitos de ver um filme de terror, falado numa língua que não se entende e sem legendas.

Já fizemos coisas mais difíceis e com sucesso; por isso, Colegas, que me ledes, não percais a esperança, porque já não temos mais que descer: o nosso percurso é subir, subir.

Mas para isso temos que alijar a carga, pois enquanto o balão tiver pouco gás temos de atirar fora com pesos mortos, dispensáveis. Um deles é o pessimismo e quem o semeia.

Há dias, li numa desculpa de mau pagador de um colega que deixou de ser sócio do SE, porque outro lhe garantiu que se queria manter-se no lugar, tinha de sair daqui e ir para acoli.

Não foi uma perda de monta. No entanto deixou-me duas lições que quero partilhar convosco:

1 – Nem tudo o que parece é. Como é sabido, cada sócio deste SE, é para mim um amigo pessoal, porque o trato como amigo e como pessoa. Sabem disso. Mas a inversa não é, nem sempre é, rigorosamente possível e recíproca. “Errar é humano”, logo o enganar também é, eis a conclusão;

2 – Disse que tinha de desistir de sócia por razões económicas, pois o dinheiro da quota fazia-lhe falta. Mentirosa, para com os Colegas e, já agora, para connosco, pois o dinheiro da cota é dedutível ao fim do ano no IRS. E não acredito que não pague IRS. Mas ainda mais, por cada € que desconta para a cota sindical, desconta um € e mais meio, no IRS. E também não vale desculpar com a cota da Ordem porque essa deduz no IRS 2 €€ por cada 1€ que se paga de cota. Basta apresentar o comprovativo, que pode requerer-se ao SE.

Por isso essa do aperto orçamental é desculpa de mau pagador.

Precisamos de todos, mas também todos vão precisar de nós.

A nossa prática sindical não é como a daqueles que, quando as negociações estão a ser relativamente bem sucedidas, batem com a porta, para virem fazer comunicados, para enganarem os que em si confiaram. Às vezes até dizem mal dos patrões, cujo jogo fazem.

A nossa prática é defender-vos dos patrões exploradores e dos mentirosos, sejam quem forem. Claro que esta prática tem custos para quem a usa, mas é autêntica. Somos reais.

Tragam outros, pois quantos mais formos mais força, da outra, temos!

Devem consultar esta página para saberem que vale mais descontar a cota para o sindicato, que também está a ser vítima da crise.


Cordiais Saudações Sindicais,

O Presidente da Direcção, José Azevedo.

 
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