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Imagine-se a trabalhar no seu plano diário de trabalho e, de repente, entra-lhe pela porta dentro um trabalhador de empresa privada, que levou com um encharcado de SO4H2O, isso mesmo; acido sulfúrico.
Porém, antes dessa diligência, o acidentado foi à farmácia, que o besuntou com uma pomada, provavelmente dessas que se publicitam na televisão.
A Enfermeira, pessoa sabedora, consciente, deu-lhe o conselho mais certo: orientou-o para o Serviço de Urgências, mais próximo, mais precisamente o Padre Américo. Porque na Unidade de Saúde onde a cena se desenrola, não há atendimento extra formulário, seja de urgência, seja de curiosidade.
A administrativa de serviço reforçou a ideia da enfermeira e nem sequer esboçou um gesto tendente a anotar a passagem do sinistrado, com evidentes implicações na seguradora da empresa.
Passada uma hora foi identificada no local de trabalho por militar da GNR, que nem lhe disse quem o mandou lá, que lhe tomou nota do nome.
Aqui, entra o coordenador, que é uma figura desses mandantes que agora criaram para complicarem coisas simples; deixa-se possuir por um assomo de coragem, sem saber de onde lhe vinha e fez o gesto para participar do militar da GNR, que não tinha que fazer a identificação directamente e no seu posto de trabalho, sem trazer um mandato de juiz; Depois teceu umas considerações pouco oportunas a perguntar pelo modo de funcionamento da Unidade à Enfermeira que se limitou a adverti-lo que não eram coisas que lhe dissessem respeito, ou coisa muito parecida...
Conhecedora desta ocorrência a Executora do ACES, lá do sítio, manda assim: Convocatória - Processo disciplinar nº 08ACESSTII-VSS/CSCP/ARSN.
Diz a anotadora/instrutora nomeada pela outra..... "vem solicitar, ao abrigo do artigo 46º da Lei nº 58/2008, de 9/9, a fim de prestar declarações..."
Para quem não saiba o artigo 46º da dita lei é o que transforma um cidadão cumpridor e temente a Deus, em arguido.
Lá vai a inquiridora; monta computador, escreve a secretária, uma coisa que se teria resolvido pelo telefone, pois a nossa Colega limitou-se a dizer e bem: aqui não há urgências para atender sinistrados. Vá ao hospital. Não sei como procedem quando um médico envia um doente ao hospital por insuficiência de meios!
Também vai escriturária, montar computador; fazer perguntas ao médico que enviou para o hospital um doente por não ter meios para o tratar naquele nível?
Também vai GNR identificar o médico?
Como não temos dados estatísticos deixamos a pergunta no ar para eventuais colaboradores que nos queiram informar.
Pergunto à Senhora drª Executora do ACES se não tem mais que fazer, nem que saber, para estar a incomodar quem trabalha e se limita a dar uma informação correcta, de acordo com o estado dos serviços?
E ao Sr. Presidente da ARSN proponho que dê uns suplementos legislativos a estes Executivos de ACES, para saberem o que são infracções disciplinares e quando é que têm poderes para usar a lei, com a força que tem.
Não bastou o soldado da GNR ser intrometido e estar a fazer perguntas sobre respostas que a nossa colega não tinha que lhe dar; Ainda por cima, vem uma solícita Executiva de ACES e revelando uma ignorância mais do que seria recomendável para o subido lugar que se comprometeu a desempenhar, com zelo e competência e manda fazer um processo disciplinar sem culpa nem infracção.
Caros Colegas, Estejam atentos e não se deixem calcar desta maneira, pois os desrespeitadores da nossa colega ou lhe pedem desculpa pelas mesmas vias que usaram para a ofender ou vão ter de enfrentar a barra do tribunal.
Só nos falta, neste imbróglio, saber quem fez queixa da nossa colega e sobre que matéria; esperamos que não a culpem de não estar a interpretar correctamente o regulamento da Troika!
Cumprimentos saudáveis a todos o que nos leram! Cordiais Saudações Sindicais, O Presidente da Direção, José Azevedo. |