| As surpresas guardadas do Ministro da Saúde |
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| 25-Aug-2006 | |
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O Sr. Ministro faz tudo para nos surpreender, mas não é capaz; não consegue. Agora vem, no “diário económico”, pag. 8, do dia 24 de Agosto, que retira autonomia aos piores hospitais públicos… “cobrir o passivo é premiar o infractor”… Faz todas as piruetas, jeitos e trejeitos, que julga inimagináveis, para nos fazer rir. Não sei se é por nos lembrarmos do seu ar inocente, de colegial, nos corredores do INSA/ Dr. Ricardo Jorge, em Telheiras, a verdade é que não o julgávamos capaz de veicular certos cenários que, até contraprova, não o consideramos autor. Devia acertar os horários do seu grupo de auditores/conselheiros, para não virem uns dizer-lhe que diga uma coisa de manhã e, a sua contrária de tarde. O aldrabão que lhe enfiou o barrete de que se mudasse o estatuto de SPA aos Hospitais, para EPE (a sigla lembra-nos os chamados lateiros do exército português), passavam a dar lucro, pois até contratava pessoal sem grandes dificuldades, (pensava nos Enfermeiros), porque não tinham de dar satisfações aqueles empatas do “Tribunal de Contas”. Decorrido um ano, mesmo sem mudarmos de ministro, eis que assistimos às exéquias de onze dessas criancinhas, com um aninho de idade, nos EPEs e, quais anjinhos inocentes vão voar ao céu, donde partiram, isto é; voltam ao estado de SPA. Se alguém levasse o Sr. Ministro a sério talvez se encorajasse a perguntar: Oiça cá, Sr Ministro, então os EPEs não eram a cura dos défices dos hospitais? Então, se eram, porque voltam ao estado de que saíram para se recomporem? Que brincadeira vem a ser esta? Não sabemos quais são os critérios dos seus auditores (eles já eram tantos em Macau, e, agora ainda parecem mais…), para escolherem: Setúbal, Viana, Cova da Beira, Pulido Valente, Aveiro, Almada, Matosinhos, Vila Real, Barlavento Algarvio, Médio Tejo, Vale do Sousa… Talvez os “boys” que os forem substituir, falem por si. Nem sabíamos que havia tantos para colocar. Se fizessem como o HSJ que já não paga as películas à Kodak e não faz microfilme/arquivo há muito tempo. Agora o serviço parado, serve para castigar secretárias de Conselhos de Administração anteriores. Também já não lhe fornecem reagentes para o laboratório de bacteriologia há mais de um mês, porque não pagam aos fornecedores; no serviço de radiologia já não há bário para os exames, porque a farmácia não fornece; o bloco cirúrgico já não funciona com serviço programado: só funciona aos fins-de-semana em “SIGIC”, depois os doentes vão para casa infectados e voltam para dar ocupação às camas de cirurgia. Assim todos lucram. Assim é que é. Só estamos a levantar uma ponta do véu, para não desviar as intenções dos auditores. É pena a cultura do tomate estar em crise, para nos dar o prazer de vermos atitudes solanáceas, não à volta dos tostões, mas dos milhões. Finalmente a Ordem dos Médicos critica as declarações do Ministro da Saúde, assim: “Infelizes, ignorantes, incultas, despesistas, distraídas e ofensivas, para profissionais da saúde e doentes e acusa-o ainda de falar com o soberbo palanfrório de quem paira acima dos limitados recursos da generalidade dos portugueses”. Nós bem avisámos. Pensavam que brincávamos! Faz-nos rir e isso faz bem à saúde e é barato. |
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