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Publicidade Enganosa do Ministro da Saúde - a propósito das USFs criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
13-Sep-2006

É dos livros que, quando se pretende calar uma voz incómoda, entrega-se-lhe o comando duma determinada situação.

Foi o que aconteceu com o grupo das USFs.

Para a chefia central, foi escolhido o presidente da Associação dos Clínicos Gerais, coadjuvado, na Enfermagem, por uma gerente da Ordem dos Enfermeiros que vai de Braga, para ficar mais barata.

Nos Médicos do Norte o júri dos concursos a USFs foi entregue ao representante da FNAM. (Não podemos deixar de chamar a atenção do que seriam estas línguas se fossem outros os eleitos).

Talvez por isso e, dada a superficialidade ignorante dos interventores, sem currículo nem visão, a barraca das USF, versão corrigida e aumentada dos RREs (Regimes Remuneratórios Especiais [experimentais]), ainda não arrancaram e já demonstram as suas fragilidades que evidenciam a publicidade enganosa do Ministro da Saúde que não nos cansaremos de demonstrar.

Há dias fazia-se a análise da situação das USFs no Porto.

Com as barracas a que o Ministro da Saúde já nos habituou, era preciso dar mais um golpe publicitário, inaugurando o método da USF na Subregião de Saúde do Porto (SRSP), foi perguntando os recursos disponíveis. Com o que poupou com a proibição dos horários acrescidos dos Enfermeiros; com a suspensão e repetição do concurso dos 250 enfermeiros e mais uns trocados, ainda assim era magra a colheita para meter no bolso dos USFicos. Não obstante, virou-se para os coordenadores das USFs e disse: “meus senhores vamos ao leilão”.

Até aqueles que estão mais acostumados às aleivosias do Ministro não deixaram de sentir um calafrio, com este rasgo ministerial.

Depois vêm as contas: “com esta medida vamos dar cobertura a mais 60 mil utentes que não tinham médico de família…”

Para se demonstrar a ignorância ministerial e dos seus asnáticos colaboradores intencionais temos de lhe lembrar o reflexo das Caldas da Rainha que o Presidente da Câmara não deixou de criticar: “tira de um lado para pôr no outro.” 

A esta sábia e oportuna intervenção do Presidente da Câmara o Ministro fez orelhas moucas.

No Porto e arredores deu cobertura a 60 mil sem médico de família. Os aderentes a estas USFs deixaram 30 mil dos Utentes sem Médico.

Conclusão: os 60 mil não são 60.000, porque se lhes subtrairmos 30.000 que tinham médico e vão deixar de ter, só ficam 30.000.

Ora 30.000 que passaram a ter médico e 30.000 que deixaram de o ter dão como resultado um enorme zero.


Desminta-nos, Sr. Ministro.

Onde anda essa prestigiada vigilante DECO que deixa que o Ministro da Saúde continue a fazer a sua publicidade enganosa e a abusar da nossa capacidade racional!!!

Até quando ousará este Ministro fazer de nós parvos e aferir, pela sua, a nossa capacidade pensante e analítica? 

 
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