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A Lógica de Lucília Nunes criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
15-Sep-2006

A partir do II Congresso da Ordem dos Enfermeiros que começámos a reparar com maior atenção aos produtos da “firma Lucília Nunes, Ltª.”, dada a facilidade de expressão, que nos surpreendeu agradavelmente, os cargos que desempenha e os prejuízos ou benefícios para a Arte, que da firma podem advir.

Quanto à interpretação que deu à algaliação e a sua dependência da autorização do médico, se fosse seguida pelos Enfermeiros deixaria muitos doentes “desaliviados”, com a bexiga a rebentar pelas costuras. 

Nunca vimos um médico a defender com tanto empenho as competências dos Enfermeiros, como esta Enfermeira defende o papel meramente subsidiário dos enfermeiros. Como diria o outro: o médico pensa; o Enfermeiro age (sem cabeça entenda-se).

Aquele sargento que ditava uma missiva confidencial ao ordenança, que a dactilografava, dizendo-lhe; “tu escreves, mas não lês”, demonstrou muito mais saber instantâneo, do que…

Podíamos dar inúmeros exemplos de diferenças entre a teoria e a prática e quanta falta faz esta para valorizar aquela. Mas não vamos dar mais importância à coisa, para não lhe subverter a insignificância.

Agora volta a surpreender-nos com a forma expedita como respondeu a um aluno da sua escola, a de Setúbal, quando este perguntava se um Enfermeiro pode usar “terapias alternativas”?

Pergunte à Ordem dos Enfermeiros (que eu respondo de lá, supõe-se).

O aluno perguntou e a resposta foi: “não pode”. 

Não satisfeita com a resposta, foi pedindo uma monografia ao aluno sobre a matéria, para se poder documentar melhor (lá estão os alunos a alimentar vícios dos professores…), podendo meter uma cunha a ela própria, para decidir, eventualmente, de forma diferente. 

Aqui está uma atitude semelhante à daquele presidente da caixa de Seguros que reuniu consigo próprio para deliberar sobre matéria da sua organização e teve de usar o voto de qualidade para desempatar a votação.

Falta-nos um dado, a saber: se por terapias alternativas se pode entender a proposta de diagnósticos alternativos feitos por medicinas alternativas.

Se tudo for alternativo; a medicina, o diagnóstico e a terapia, então estamos fora do âmbito da medicina tradicional, sem alternativas. Porém, não será a Enfermagem uma alternativa à medicina, quando sugere terapia própria, a partir de diagnóstico próprio? 

Será que a Ordem dos Enfermeiros actual, entende que só pode executar o que o médico autoriza? 

Bolas para o negócio; se é assim, para quê gastarmos dinheiro com duas Ordens?

Uma faz tudo. 

Resta-nos esperar que a monografia requerida ao aluno, por Lucília Nunes, resolva o conflito dela consigo própria, pois o seu cargo de Presidente do Conselho Jurisdicional da Ordem dos Enfermeiros não permite tanta hesitação e contradição de si para consigo própria. 

Por isso o nosso gato miava!!!


 
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