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Enfermeiros -SAP,s do Distrito de Bragança criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
02-May-2007

Louvamos a atitude da jornalista do “PÚBLICO”, que no passado dia 27 de Abril, passou a noite, ou boa parte dela a analisar os movimentos no SAP de Miranda do Douro.

Que viu, em síntese: um médico que chegou ao Centro de Saúde, em 7 minutos, apenas, depois de a “telefonista” o ter contactado. Aqui está um bom recorde para escrever no respectivo livro e um bom trabalho da telefonista.


Sabendo-se que no SAP está uma Enf.ª e uma Auxiliar (nós preferíamos um “seguritas” que soubesse ler e escrever e dar um pouco de confiança no capítulo da segurança pessoal, sem conotações com essa abstracção chamada qualidade dos cuidados que a enfermeira presta), falta-nos saber qual delas fez a chamada e recebe o classificativo profissional de telefonista.

Ora, como a Enfermeira tem um lugar próprio e de direito nesta conjuntura, quem accionou a campainha de chamada “anjo salvador”, foi certamente a Auxiliar. Esperamos, que sim.

Seria um papel demasiado inútil colocar os Enfermeiros a fazer de telefonistas...

Mas, como não vemos nenhumas instruções do tipo “Bertices “da DRª. frofessora (sem alunos), Berta Nunes, nem da ARSN, agora sem vogal de Enfermagem, por aposentação da MRC, esperamos que a corporação dos “médicos de família” não esteja a aproveitar as circunstâncias, para uma tentativa de menorização dos enfermeiros.

Chegou a hora de os Enfermeiros, no todo e em parte, demonstrarem que são os pilares do sistema e não meros telefonistas alerta para chamar médicos que vêm dar solução a problemas (receitando uma droga qualquer, para mostrar autoridade), que os Enfermeiros estão à altura de poderem resolver, por si, pois conhecem os meios alternativos de recurso.

Pensávamos que os Colegas tinham percebido que o Ministro da Saúde ao decretar esta medida está a dizer aos Enfermeiros que cumpram o seu papel, de acordo com as competências que detêm e que os médicos de família, e não só, se não cansam de tentar atrofiar.

Seguidamente avisamos que vamos dar formação aos Colegas, na área do “trauma” e dos “suportes vitais”, próximo dos seus locais de trabalho, para poderem aparecer mais resolutos junto dos Utentes e Recorrentes ao SAP.

Lembramos a todos que não há nenhuma situação, ao nível do SAP, que os Enfermeiros não possam e devam resolver, localmente, porque conhecem suficientemente bem os Utentes e os seus padecimentos. As outras situações a resolver noutro nível, ser o médico ou o enfermeiro a encaminhá-las é um problema burocrático, tão-só. E deixemo-nos de corporativismos bacocos!


 
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