| Mais uma vez as Unidades de Saúde Familiar (USFs) |
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| 27-Jun-2007 | |
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Não nos cansaremos de denunciar que o processo das USF é uma forma encapotada de aumentar os vencimentos dos médicos que as constituem, confundindo formas práticas de resolver problemas de saúde à custa dos números muito deturpados. Vejamos, os deputados do PS visitaram o Centro de Saúde de Vila do Conde e concluíram que há 12.000 utentes que não têm médico de família, capitaneados pelo médico deputado Manuel Pizarro que já se dá ao luxo de desmentir o ministro da saúde, por se ter enganado nos números de médicos, citando uma “rácio” que não tem qualquer suporte científico ou empírico. Por que carga de água é que elegeu como válido o número de 1500 por médico, como um número ideal e, pior do que isso, sobreponível aos interesses de atendimento médico, de qualquer pessoa? Esta teoria só é válida para a corporação médica, devidamente estruturada na sociedade, no sentido dos seus interesses corporativos e só, com representes na Assembleia da República e tudo. 1500 Utentes por médico de família, transformou-se numa espécie perversa de “dogma”, entre o tudo e o nado, o ser e o não ser. A verdade é que não qualquer estudo credível prove se 1500 são muito ou poucos. A prova de que são poucos é a de que se forem mais bem pagos até já podem ir até aos 1750 no regime da USF, eis a farsa. O problema é só números sem se cuidar de ir ao fundo da questão, que noutros países, bem mais ricos que o nosso, porque não têm tantas liberdades de exploração, em certos meios intocáveis, por terem natureza mítica. Ou seja: Países há em que os Enfermeiros fazem a maior parte das tarefas com que se ocupam os médicos, ditos de família, em Portugal, com enormes vantagens para os Utentes e para o SNS. Neste contexto podem pôr 1 Médico por 4500 Utentes, porque não precisam de fazer de Enfermeiros (no caso do Dr. Pizarro, em Vila do Conde, até evita falar em Enfermeiros, não vá o diabo tecê-las…). Estes desempenham melhor o seu papel do que os médicos, dado que a maior parte das tarefas na “assistência primária, ou básica”, são dos Enfermeiros. Oh Vós Tágides minhas, por empréstimo a título devolutivo do Camões, inspirai os grandes responsáveis do reino a não remarem mais contra a corrente. Depois que não se queixem se o patrão Bruxelas lhes cortar na mesada e no crédito. Parece brincadeira mas é coisa muito séria. |
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