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As confusões do Ministro da Saúde criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
02-Jul-2007

De repente, o Ministro da Saúde caiu nele e feriu-se. E para tentar encobrir as imposições que lhe fazem os missionários políticos, aos quais, segundo Manuel Alegre, ainda há quem demonstre não ter aprendido as lições de democracia e tolerância que ele tem dado. É ele quem tem de aprender a lidar com essa malta “matula”, incompatível com a sua sensibilidade poética e cívica.

É pena que um ministro diga que não vai ao SAP, nem precisa, pois sabe que é “coisa que não tem perigo” beneficiando do estatuto de “coisa ruim”, como diz o adágio popular; depois zanga-se, não com o jornalista que escreveu as suas bacoquices, nem consigo, que as lançou através da fenda oral, que Deus lhe deu…, para o exterior.

E, em vez de se pôr fora, por falta de lealdade a si próprio e para fazer a vontade aos “verdes, ditos ecologistas”, da família das “cucurbitáceas”, atirou-se, como gato a bofes à, já sentenciada à morte, directora de Centro de Saúde. Esta desconhece, como demonstra, que já temos uns tipos parecidos, para muito pior, com os legionários, da anterior república, a tomarem notas, gravando ou fotografando ou as duas coisas o que ouvem e têm de transmitir ao Partido. É uma criação da actual “maioria”, uma nova fauna pertencente à “confraria do alinhavo”, visível nos postos de combustível das auto-estradas, com as linhas pendentes dos bolsos dos fatos comprados à pressa.

Se a Directora mandou retirar o cartaz;

Se não foi ela que o encomendou;

Onde está a deslealdade com um ministro que parte cadeiras, tomba louceiros, senta-se no ar e no chão, passa o dia a fazer palhaçadas, para a gente se rir, até às lágrimas, numa confusão de sensações únicas, que nos obrigam a rir com as mentiras e a chorar com as desmentiras…

Há uma desonestidade política, em tudo isto, que não é para deixar passar sem o respectivo castigo. O ministro esconde habilidosamente as suas opções pelas direcções dos Centros de Saúde, entregues à Classe Médica, como é visível nas filmagens, onde está o Dr. Pisco, seu “ filho” dilecto e, por acaso, presidente da Associação dos Clínicos Gerais, agora Médicos de Família.

Com a pressa de revogar o decreto que possibilitava gerir correctamente os Centros de Saúde, com muito melhores resultados de que são exemplo vivo: Vieira do Minho, Felgueiras, Lousada, entre outros, geridos por não médicos, nem se deu ao trabalho de analisar os resultados, através de um dos muitos grupos de estudo, que alimenta, a pretexto de estudos de coisas que toda a gente sabe! Compromissos são compromissos, com a Classe Médica, que controla a “vaca sagrada” a seu bel-prazer. Lá diz o ditado: “é entregar o ouro ao bandido”.

Vem a propósito a farsa da venda dos medicamentos fora das farmácias, que apenas serve para o ministério se desobrigar de pagar as comparticipações devidas pelo SNS.

Este ministro, não querendo destoar do governo que integra, finge dar com uma mão o que retira com as duas. Médicos e produtores de medicamentos, não saem minimamente beliscados nos seus sistemas de monopólio. É só receitar.

Há sempre pobres à espera das sobras, (550 toneladas de lixo, segundo o ministro).

As contas com esta gente devem ser feitas, quando os alcatruzes do seu engenho estiverem a encher, porque vão esvaziando.

A prova de que o ministro não está a ser espontâneo, para não dizer sério, é que demorou demasiado tempo a construir a demagógica resposta.

Devia perguntar ao deputado do PS, Manuel Pizarro, que é o “controleiro” do Norte, segundo o próprio, em matéria de saúde, ao estilo comunista, mas demasiado “marxóide”, por isso foi dispensado, por que se tinha esquecido desta Directora, não médica e não “missionária” nem do estilo Pisco nem do outro “socialóide”!?

O autarca médico socialista, que a substituiu, fez a apologia do óbvio, ao defender o tacho: as nomeações são políticas, mesmo que o nomeado seja um incompetente missionário partidário, para a função, como temos milhares de exemplos, que não mencionamos, para não cometermos a deselegância de esquecer algum, dos mais emblemáticos.

Só está a esquecer-se é de que, quando está na oposição, não se cansa de dizer que as comissões de serviço são para levar até ao fim do mandato. Feitios!

A nossa consolação é o Povo dar mostras de estar a acordar do sono letárgico, onde estava mergulhado, por acção dormente das 70X7 maravilhas com que esse epifenómeno socrático, demonstrativo do poder inventivo da comunicação social, adormeceu e fez sonhar os da maioria, que o pôs no poleiro.

O acordar, com o fedor que tolhe toda esta gente de carácter e honra, comprovados, está lhes a ser doloroso, muito mais do que alguma vez imaginaram, mesmo em sonho!

Deus é grande e não dorme, valha-nos isso!


 
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