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| 11-Nov-2008 | |
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Secção de Documentação
Documentação para a Greve:
Comunicação Legal (17 de Junho de 2010): Retratação do Sindicato dos Enfermeiros O Sindicato dos Enfermeiros expressamente declara que o comunicado que consta do verso da presente folha não assume nem teve como objectivo qualquer censura ao comportamento médico ou pessoal do Dr. Devesas, nem à classe médica em geral. Se de outra forma foi entendido o Sindicato dos Enfermeiros apresenta sinceras desculpas àqueles que no comunicado se sentiram visados. A Direcção Transcrição integral do comunicado acima referido: "Comunicado de 02 de Fevereiro de 2007 (Aos Enfermeiros do SIGIC) Perante os escândalos que o SIGIC do HSJ tem proporcionado, alguém tinha de agir. Agimos nós, porque continuamos a recusar sermos “fagocitados”, pela perversidade dos Sistemas anómalos, sejam eles SIGICS ou outros. Quando o Dr. Devesas completava a sua 19ª ou 20ª intervenção, para comer o bolo dos dois mil contos, num só Sábado, ninguém reparou que já não havia camas disponíveis para tanta fartura de intervencionados sabe Deus com que necessidade e legitimidade. A um grito de alerta, dos Enfermeiros do internamento de cirurgia, consta que o feliz contemplado, prontamente sugeriu que deitassem dois por cama. Podando um ou outro exagero, que os há sempre, algo de real têm estes “consta” a que a Inspecção Geral de Saúde, apesar de alertada, continua a não dar atenção… Vai-se entretendo com as pequenas transgressões e o receituário médico, que apesar de notoriamente contributivo para o cartão “pontomédico”, modelo copiado pelas bombas de combustível e pela “Fnac”, está sempre justificado, pela Ordem dos Médicos. Publica-se um relatório na imprensa, rádio e tv, num dia, depois de fornecida a sua justificação, garante de impunidade, que é publicada no outro. No SIGIC, sobretudo do HSJ foi-se longe de mais: Não pagam aos Enfermeiros convenientemente nem atempadamente; Mexem-lhes abusivamente nos vencimentos, para acerto de contas que continuam erradas, porque quem é credor são os Enfermeiros lesados e não o Hospital; Não dão recobro aos doentes anestesiados, violando todas as normas de segurança, que a colaboração de consciências de Enfermeiros anestesiadas com as migalhas que lhes servem (esta forma de dizer é para proporcionar mais uma desculpa àqueles que vão ser manipulados para se revoltarem com a forma como dizemos, para se autodesculparem dos erros que estão a protagonizar), nomeadamente o elevado número de infecções, eventrações, eviscerações, que vão empatando os serviços de internamento, onde os “SIGIcados” vão parar. Os Enfermeiros do internamento (exceptuando a cardiotorácica) têm de suportar estes exageros sem qualquer compensação aliviadora da sobrecarga.Por tudo isto está nas mãos de cada enfermeiro, mesmo daqueles mais carenciados, pôr cobro ao SIGIC, tal como está a funcionar. Exigimos participar nas regras e não calaremos as denúncias dos erros, enquanto não forem corrigidos. Estamos disponíveis para ajudar na sua correcção, como esperamos que cada Enfermeiro, envolvido, participe na greve, ora decretada, pois tem um fim moralizador a que a vossa consciência profissional, não pode nem deve ficar indiferente. Convém recordar-vos que a nossa consciência, nunca nos abandona. É ela que nos castiga, com o remorso, nos crimes de natureza moral ou ética, mesmo que materialmente justificados, mas nem é esse o caso. Não se trata nesta greve duma leviandade, mas de coisas muito sérias que compensarão, material e espiritualmente, aqueles que a ela aderirem. Cordiais saudações sindicais, d’A Direcção.” |


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