| 48 horas para mexer nos horários? |
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| 18-Nov-2009 | |
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Coloca-se a questão se bastam 48 horas para mexer nos horários dos enfermeiros. É evidente que não. Não sabemos onde foram certos enfermeiros “chefes” buscar a norma de interromper a escala de serviço com 48 horas de antecedência dado que não há lei que lho permita. Mas o mais curioso é a preocupação com que certos “chefes” em fazer bolsas de horas negativas, símbolo da sua actuação, também ela negativa. Com tanta coisa que há para fazer nos serviços, daquelas que habitualmente não há disponibilidade para fazer, que se pasma como estas “chefes” ganharam o vício de estarem sempre a operar como se fosse obrigatório nunca ter mais enfermeiros do que os suficientes para os cuidados mínimos para andarem sempre sob pressão e a trabalhar sobre a nata. É também por isto que não precisamos de inventar opositores e adversários: certas “chefes” desempenham magistralmente esse papel. Tratam os colegas como coisas e não como pessoas com deveres, mas também com direitos. Aconselhamos os colegas a não obedecerem a suspensões de escala com que não estejam de acordo, pois o artigo 56º da anterior carreira, ainda está em vigor e manda que os horários sejam feitos de acordo com ambas as partes, em toda a sua extensão e não só em turnos esporádicos. Se não estiverem de acordo, não cumprem a ordem oral e telefónica da chefe, pois a ordem para os horários, é sempre escrita e homologada pela Administração, através do vogal enfermeiro e chama-se escala de serviço. Os “chefes” esperam pela escala mensal que é essa que têm de fazer cumprir, se querem fazer alterações, mesmo assim e, ainda, de acordo com ambas as partes. Como seria para nós agradável ver os/as tais “chefes” procederem como as chefias de outros profissionais que têm sempre que fazer e nunca ninguém se lembrou de os mandar embora; em muitos casos ganham 10 vezes mais, por não fazerem nada, do que os enfermeiros sobrecarregados de trabalho, sempre com os mínimos, para pouparem o que outros esbanjam. Seria tão bom que considerassem os seus subordinados como colegas e que só estão um nadinha mais desprotegidos dos que as tais “chefias”, herdeiras de práticas monacais, que já Florence assinalava como inconvenientes para o bom funcionamento da enfermaria. É só esperarem um pouco que ninguém vai estar com elas, na hora do azar bater à sua porta. Já há alguns exemplos de solitarismo. Têm todo o nosso apoio para se oporem a tais abusos dos vossos direitos. Não tenham medo de se opor a práticas lesivas dos vossos interesses e do bom nome da Enfermagem. Embora tardiamente vão sendo horas de reagirmos a tais práticas abusivas. Cordiais Saudações Sindicais, |
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