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A crise do INEM criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
24-Nov-2009

Não é só na política que estamos em crise: o INEM também não acerta o passo.

O principal responsável é o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

São públicos e bem evidentes os seus apoios à exclusão dos enfermeiros do INEM.

O Suporte Imediato de Vida (SIV), que devia ser a essência do INEM, tem definhado, ferido de morte. Se fosse nos da família, contratavam Cubanos para continuarem a manter a ideia de que o médico de família é a forma mais correcta de prestar Cuidados Primários de Saúde, quando este tipo de assistência básica é essencialmente talhado para os enfermeiros.

Numa Universidade do Algarve preparam médicos para serem uma espécie menor de enfermeiros com a cédula da OM. Veremos.

No INEM recrutam bombeiros e TAE's.

Infelizmente muitos destes entreténs são ingenuamente, ou não tanto, "informados" por enfemeiros padecentes de aliteracia com o meio, onde se encontram, que lhes dificulta verem a forma como afiam a faca com que lhes vão cortando o próprio pescoço. Ao transferirem para "curiosos" ou "curandeiros", segundo outros os conhecimentos que deviam guardar para si, seguindo o exemplo doutros profissionais, aliás, que ajudam e incentivam, esses enfermeiros, na amoladura do instrumento com que, depois degolam.

De quando em quando, surgem acusações de que estamos contra os médicos.

Cínicos!

Quais são as mossas que os nossos reparos lhes fazem?

Mas a inversa não semelhante. Ao cometer-se o gravíssimo erro de entregar  totalmente a saúde aos médicos, é sobre esses Ministros, Secretários, gestores que impende a responsabilidade do espezinhar da Enfermagem. Aqui as mossas são evidentes, enquanto as nossas ainda não atingiram a eficácia que se precisa.

A contratação a termo certo de alguns enfermeiros, pelo INEM tem servido para afinar os "TAE's" para enganarem o povo com os conhecimentos colados a cuspo, no atendimento e transporte de infelizes acidentados. Ao menos os "TAE's" não levantam problemas nem fazem sombra aos médicos, que também aqui, tentam reservar os lugares para garantia dos apregoados 30 anos de empregabilidade total, como garante o seu Bastonário Pedro Nunes.

Aqui, é verdade, sentirmos uma pontinha de inveja, pois a nossa Bastonária limita-se a disparar uns tiritos de pólvora seca que nem barulho fazem. São do tipo "espanta-pardais".

Alguns dos mais atentos podem imaginar o quanto nos dói a forma como alguns enfermeiros cavam a própria sepultura. Há meses, senão anos, que temos vindo a denunciar estas maneiras de os engodar.

A propósito do fórum TSF de 23 do corrente, oportuníssimo, como sempre, sobre matéria de interesse nacional, interrogado respondi que o Presidente do INEM com o Secretário de Estado e da Saúde estavam a escorraçar os enfermeiros do INEM.

Diz que dispõe de 80 vagas para enfermeiros e está a fazer concurso…

Porquê?

Para quem, se as vagas se deviam destinar a integrar quem o pretendesse.

Depois destas diz que ainda tem mais 80.

Se as vagas existem ainda a situação é pior, pois não se conhece o procedimento concursal que costuma ser público.

Mas há coisas ainda mais evidentes. Estavam projectados 3 helis para Macedo de Cavaleiros um, para Aguiar da Beira, outro; para Ourique um 3º.

Estes helis eram SIV (Suporte Imediato de Vida), para socorrer pessoas em crise, nestas zonas consideradas estratégicas por que sabia o que estava a fazer, nada mais que o anterior responsável do INEM Dr. Cunha Ribeiro.

Como isto de suporte imediato de vida é coisa que só os enfermeiros garantem com eficácia, a medida tem vindo a ser adiada porquê?

Estão à espera de contratar Cubanos para que os enfermeiros não evidenciem a sua capacidade?

De que têm medos os responsáveis do INEM e da estratégia de Saúde, ao arredarem os enfermeiros daquilo que eles sabem fazer mais bem do que qualquer outro técnico de saúde, a pontos de andarem a recorrer a situações de precariedade?

Convinha desmentir-nos, já agora, também neste aspecto dos helii, com a ajuda do que pensam os Presidentes das Câmaras dos Concelhos em causa…

Nós sabemos.

Como as desgraças se emparelham para nunca virem só, ainda contamos com a nada prestimosa colaboração no INEM do Sr. Enfermeiro Sá de Almeida que virou advogado  e não dá mostras de ter algum resquício de simpatia pelos anteriores colegas, que não são culpados das suas eventuais ditas e desditas de vida.

Não queríamos demonstrar ao Sr. Coronel Médico presidente do INEM de que o entendemos e não estamos desinformados.

É notório que um Enfermeiro no Exército não passa de sargento.

Mas se for um mancebo com o 12º ano, somente, até pode vir a ser general…

O curso de licenciatura de Enfermagem o que é no Exército Português?

Quem se opõe a que haja razoabilidade nesta aberração de o curso desprestigiar o mancebo?

E mais esta hein?

Cordiais Saudações Sindicais,
O Presidente da Direcção - José Azevedo

 
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