| Reflectindo... |
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| 02-Dec-2009 | |
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No último fim-de-semana foi feito um congresso para criar uma associação de enfermeiros gestores. Animaram a discussão, como seria de esperar, além do promotor, a Bastonária da Ordem e o coordenador do SEP. O cenário e a coreografia seria o Coordenador do SEP a chorar lágrimas de crocodilo sobre o leite que derramou com a carreira e o promotor do congresso e cabeça do movimento a fingir que o atacava, para que a Bastonária, que temos em funções, pudesse defender o coordenador do SEP. Uma associação de Enfermeiros Gestores, para quê? Será que deixaram de fazer parte da carreira? Será que pretendem fazer uma carreira só para gestores? A nítida conotação com o associativismo preconizado pelo PCP fez com que, uma boa parte dos presentes no “congresso”, não tenha percebido a essência do movimento. O Enfermeiro Amílcar ao deixar os corpos sociais da Ordem, que ocupou no mandato anterior, abriu mais uma frente, na tentativa de hegemonizar as chefias de enfermagem. Vamos lembrar as constantes impugnações que o SEP fazia aos concursos de chefia, onde os seus filiados não dominavam a situação. Por exemplo no HSJ, só ao fim de 10 anos vingou um concurso para chefias e por causa de um erro do advogado, na contagem dos prazos, por isso perdeu a oportunidade de mais uma impugnação. Mas não falhou a impugnação da tomada de posse. O tribunal acabou com a pressão meia séria e meia brincadeira. Mas não foi somente o HSJ a ser vítima das impugnações; outros hospitais o foram, assim como os Centros de Saúde.Com ou sem consequências as impugnações sistemáticas fizeram com que a ocupação dos lugares de chefia se fizesse por pessoas não habilitadas. São estratégias demasiado evidentes para passarem despercebidas. Só não são publicitadas porque o objectivo é outro: neutralizar sem dar nas vistas. Fizemos o que tínhamos a fazer com o lugar das chefias na actual carreira e ainda não baixámos os braços, nem perdemos a esperança de conseguir salvar as chefias de enfermagem.São conhecidas as nossas propostas. Basta puxar a cassete atrás, nesta página e vê-se qual é claramente a nossa posição. Entretanto, numa conferência de imprensa que a Ministra da Saúde convocou para falar de carreira de Enfermagem, onde falou mais da sua preferida, a Gripe A, do que da carreira da Enfermagem; uma vergonha como dissemos, então. Acerca da carreira disse pouco e mau. Até nos baralhou, a mim, sobretudo, quando disse que as actuais chefias tinham que concorrer ao lugar que já detinham. Foi para isto que serviu a maioria do PS e do seu governo, que se fartou de usar os deputados da maioria para fazer leis em vez de decretos-lei, como é normal de um governo que governe com recta intenção, dando aos sindicatos a possibilidade de impugnação o que não é provável com leis, em vez de decretos. Este é o mesmo governo que, perdida a maioria absoluta, diz que é o governo e não a Assembleia da República quem governa. Nem de propósito…O que está é de facto a hipótese de não haver chefias senão num quadro a extinguir quando vagar. Um quadro residual. É isto que a militância do SEP anda a dizer aos enfermeiros. Eles sabem porquê; nós não sabemos, mas não aceitaremos isso. Mas há quem ficcione um quadro em que a Ministra está mancomunada com o SEP, em estreita colaboração com o Secretário de Estado da Administração e da Saúde e com a promessa de controlo das chefias de Enfermagem, uma velha aspiração do SEP, agora através da recém-criada associação de enfermeiros gestores, uma espécie de biombo, atrás do qual se mostram as marionetes, fingindo que lutam pelos reais interesses e problemas das chefias de enfermagem, problemas que podem muito bem ter ser criados por quem se diz defensor, segundo o que tudo indica, como muito provável. Para que nada falte nesta coreografia cénica, é preciso desacreditar quem se opõe a esta traição à Enfermagem, pois é disso que se trata, dizem na blogosfera mais concorrida pelos enfermeiros, como é o caso do DE, coisas assim: “qual será o trauma do Azevedo para odiar tantos os médicos e as enfermeiras chefes…”. Há muito ingénuo na Enfermagem que acredita em aldrabões, mas não é fácil fazer passar esta mentira torpe, por muito hábeis que sejam os seus autores, pois o Azevedo nem endeusa nem odeia médicos, onde tem dos seus melhores amigos; nem enfermeiros chefes, com quem lida de há muito, para com quem usou sempre da máxima lealdade, mesmo com aqueles que o traíram, em circunstância. Como o Pai Américo, com os rapazes, acredita que não há chefes maus. Mais grave é o dito Secretário de Estado e da Saúde ter a franqueza de dizer, numa das reuniões com militantes PS ligados à saúde, dos que lhe deram apoio e credibilidade, na sua conversão ao Partido Socialista, dada a sua trajectória, desde o PCP/Jota; “aos enfermeiros, já os comi”disse. Se o Azevedo não tivesse muitos e leais amigos na Classe Médica, como teria sabido desta antropofagia do Secretário de Estado e da Saúde, demonstrada orgulhosa e triunfalmente, perante um grupo de médicos, fraqueza de que não duvida, dada a credibilidade da fonte e o perfil do Secretário. São tipos de pessoas como esta, a que estamos entregues, agora com poderes acrescidos, provavelmente em função da sua antropofagia. Até porque, numa infeliz ideia dos representantes da OE , aquando da entrega das cédulas aos jovens Enfermeiros, na “Exponor”, tive oportunidade de lhe dizer, em vésperas das eleições dos deputados (26 de Setembro) o que pensava da actuação do Ministério da Saúde para com os enfermeiros, que foi execrável. Respondeu que já tinha comentado que, se não havia tempo para negociar convenientemente a carreira dos Enfermeiros, devia o ministério ter assumido isso. Parecia que nem fazia parte da equipa que fez o que fez… Aplicando a lógica, com memória, não é difícil saber por que certas calúnias aparecem em algumas pessoas. Sei o que digo e a quem digo e quando digo. Depois é só esperar o reflexo. Vamos forçar as negociações que não podem ficar confinadas ao SEP. Já é altura de a Ministra da Saúde acabar com a acarinhada gripe A, porque já colheu os frutos e deve deixar de continuar a rapar o tacho, pois esgotou.Não nos vamos poupar a esforços para fazermos chegar a informação certa e credível aos Enfermeiros. Mas aconselhamos a que a hora é de luta séria e causadora de estragos. Até os cuidados paliativos, além da capacidade médica vão ter uma especialidade médica, provavelmente para a prática de distanásia e passando rótulo de incapacidade aos legítimos “paliatólogos”, que são os enfermeiros.Basta! Nas actuais circunstâncias, só a luta férrea, evocando outros tempos memoráveis, em situação de impasse, em muitos aspectos, idêntica, pode restituir-nos a credibilidade e prestigio a que temos direito.Àqueles que usam e abusam dos Enfermeiros fica o aviso de não lhes tolerarmos que continuem a usar os enfermeiros para outros fins que não sejam os seus e relativos à profissão. A ideia de uso e abuso da enfermagem está criada. Agir é um imperativo da Classe. É preferível que meia dúzia de militantes sejam castigados às galés, por sentença dos domadores de militantes sindico-partidários, por não conseguirem manipular os enfermeiros, para fins exclusivamente político-partidários, do que os enfermeiros estarem a perder o seu carácter profissional.Deixámos, com muita amargura pessoal, para abertura de olhos que teimam em não quererem ver, que os nossos detractores se fartassem de nos caluniar para permitir que descobrissem, o que é, hoje, evidente, sobretudo, com quem estão a lidar. Aquilo que fica dito, já aconteceu. É sobre estes factos que devemos reflectir, com lógica, quanto ao que mostram e escondem! Cordiais Saudações Sindicais, |
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