| Saúde de Proximidade arrancou em 14 locais |
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| 21-Dec-2009 | |
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Refere o JN de Sábado de 19 de Dezembro. Mas as outras Unidades inventadas pelo Dr. Pisco e seus associados, não eram já de "proximidade"? A que distância fica, feitas as contas, uma Unidade de Saúde Familiar (USF)? Não foi essa quintessência "piscológica" feita para eficentíssimos clínicos gerais, na versão "médico de família", destinada a aumentar a proximidade, reduzindo as distâncias? Estes médicos, que não devem confundir-se com outros, pois estamos a falar do Dr.Pisco e seus prosélitos, comprometiam-se a fazer tudo e mais alguma coisa. Mas, desde muito cedo se aperceberam que os cuidados primários autênticos (não os que ele supõe nas suas famigeradas USF) são essencialmente cuidados de Enfermgem, a todos os níveis, desde a prevenção da doença, à cura, reabilitação e out morte serena, que entretanto, por falta destes apoios, se instalou nos hospitais, perdendo o seu significado humano e familiar, numa hora derradeira. Não se pode orgulhar este Dr. Pisco, que a história irá julgar acertadamente, de ter montado um esquema com selecção de clientes que não dêem muito trabalho, mas muito ganho (€4370/mês por médico, só de incentivos, por terem mais 250 clientes às listas dos 1500 registados (não confundir com frequentadores ou não, do centro de saúde)), deixando outros tantos a descoberto no local de onde saiu esse "epifenómeno" do médico de família, em mutação para outra sigla qualquer, de fabrico em faculdades de 2ª linha, como Aveiro e Faro, e que nunca ninguém esclareceu devidamente, porque o que é preciso é espremer a teta da vaca, enquanto der. As UCC, que já tardavam e estavam com esse tardar a complicar a vida das USF, pois os sem abrigo que se propuseram cobrir, são agora outros: cuidados de reabilitação física, recuperação de cirurgias oncológicas, cuidados paliativos e cuidados de saúde mental, parentalidade e grávidas, recém-nascidos. Para prestar estes serviços existem, para além dos enfermeiros em marioria e significância, assistentes sociais, fisioterapeutas, psicólogos e, claro, médicos, sempre que forem necessários. Mas a ideia é prevenir mais do que curar, diz quem escreve e se desculpa do seu desconhecimento do abuso da expressão "prevenir do que curar". Não há cura nos paliativos nem nos continuados que evoluem para isso, nem nas dores que se impõe minimizar, etc, etc... O que há são casos difíceis que a elite médica das USF não gosta de ter nos seus ficheiros. E quanto a isso vai haver conflito, não tardará muito, quando se perceber o que quer dizer isto: "E há algo nas UCC que as aproxima do mundo perfeito do Serviço Nacional de Saúde: todos estes serviços podem ser prestados ao nível domiciliário e as equipas estão escaladas para funcionar 24 horas por dia. Os utentes que podem beneficiar das UCC são referenciados pelo centro de saúde e pelas suas Unidades de Saúde Familiar ou por entidades parceiras (lares e afins?). O acompanhamento de recém-nascidos é também uma das actividades desenvolvidas pelas UCC.". Vamos saber como vão ser remunerados estes enfermeiros em disponibilidade permanente e quais as condições de trabalho que lhes vão ser proporcionadas, pois as 24 horas de cobertura implicam disponibilidade permanente que tem um preço que não pode ser escamoteado. Como, até hoje, não fomos contactados para saber quais as soluções desta problemática, vamos ter de saber como vai ser avaliado o entusiasmo e disponibilidade dos enfermeiros, pois não temos dúvidas que vão ser os principais obreiros desta obra. Bastam 2 ou 3 perguntas reflexivas para dar voz ao criançola que teve a frontalidade de dizer a histórica frase: “o rei vai nu!”. Se estes são os clientes mais complicados dos cuidados primários e se o médico vai actuar quando for necessário, e só, por que razão nos cuidados mais simplificados, como os que as USF escolhem, não é igualmente assim, poupando-se em cada médico € 4370/mês só de incentivos fixos a que se adiciona o vencimento? Se é, finalmente reconhecido aos Enfermeiros o seu verdadeiro papel nos centros de saúde, para prevenir a doença e situações penosas e graves, minimizando-as, por que não se pára com o incentivo à criação de USF e não se incrementa o das UCC, estas sim, capazes de mandarem ao médico quem está doente e cuidarem de quem precisa de cuidados, dos mais simples aos mais complexos, de forma racional, sem ter de inventar doenças e doentes, que só agravam a situação e pioram a qualidade, relacionando o custo-benefício? Andamos a dizer isto há muito tempo a orelhas moucas. É redondamente falsa a afirmação de que há falta de médicos de família. Se fossem usados, nesse segmento da SAÚDE COMO VÃO SER USADOS E BEM, COMO APOIO e só, nas UCC, não havia falta de médicos, mas abundância, nem davam o triste espectáculo de estarem a fazer de escriturários a validar papéis informadores do que os enfermeiros fazem. “Uma fiada de rostos felizes, os enfermeiros que passam a trabalhar nas UCC, marcou a inauguração das duas unidades de Matosinhos;”… Felicitamos os colegas pela sua satisfação por terem conseguido mostrar do que são capazes. Cordiais Saudações Sindicais, |
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