| Vacinas para o lixo. |
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| 23-Dec-2009 | |
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Enquanto Sócrates desgoverna o País a Ministra da Saúde, Ana Jorge, tentou, de forma obsessiva, entreter o Povo, com a gripe A. De tão simpática e cautelosa, a sua presença começou a ser indesejável, à medida que a gripe por ela programada, não aparecia na realidade. Como não havia quantidade que se visse levava, ao mais requintado pormenor, cada caso que ia aparecendo. Com os primeiros casos de morte, onde o que tinham como causa de morte eram bastante mais outras patologias que a gripe A não agravou, pois qualquer delas podia ser a verdadeira causa de morte. Por um lado, dizia que tinham que se prevenir contra a gripe A; por outro, que não tivessem preocupações de maior, como que a sugerir que, por ordem ministerial a gripe só viria quando e como o ministério da saúde autorizasse. Este comportamento faz lembrar os fenómenos que um virtuoso desencadeou no cemitério de São Medardo, em Paris, onde o rei mandou escrever: “por ordem do rei, é proibido a Deus fazer milagres neste lugar”. Os 5 milhões de doses da famigerada vacina da gripe A, que não podem ser devolvidos à procedência porque os cálculos ministeriais sempre estiveram longe da realidade e o pagamento de 45 milhões de euros ao laboratório GlaxoSmithKline (GSK), quando não se sabia como as coisas da gripe iam evoluir, foi uma medida duplamente errada quer quanto às doses necessárias para combate à pandemia, quer quanto ao não acautelamento das devoluções e do reembolso. Espera-se neste ponto que a comissão técnica da Assembleia da República, que vai analisar as contas do ministério da saúde inquira também por que razão outros países podem fazer devoluções e o nosso não pode. Por mera hipótese, será que a margem de lucro do GSK é tão reduzida, por razões que se ignoram, que não possam ser aceites devoluções? Mas não são somente os gastos com a vacina, que, para Portugal não aceita devoluções (mau negócio); há também os gastos internos com a publicidade enganosa, que nem a chancela ministerial, consegue justiçar. As farmácias andam a renovar o “é tão bom que até se vende nas farmácias”, pelo “se faz bem, a farmácia o tem”. Mas o ministério da saúde devia ser mais cauteloso, pois os fins lucrativos são os opostos aos das farmácias. No ano passado houve 800 mil gripados e morreram cerca de mil e duzentas pessoas, por causa directa ou indirecta da gripe desqualificada e sem o “rigor científico” que enforma aquela famigerada “evidência científica”… Com a gripe A o que se passou é verdadeiramente escandaloso, por tudo o que se disse e pelo muito que há ainda para dizer. Até a constituição de equipas para atacar a gripe A, como fazem os bombeiros nos incêndios, foi uma manobra mal calculada e como tal, perturbadora, até pela obrigatoriedade de porem os enfermeiros que as constituíram a trabalhar sem a correspondente remuneração. As circunstancias eleitorais em que se deu toda esta desmesurada propaganda merecem, devem merecer análise cuidada e circunstancial, reduzindo tudo à dimensão real para se perceber a causa de tamanha coisa. Isto deve ser feito antes que alguém se lembre de louvar a atitude falaciosa do ministério da saúde. O Tribunal de Contas chumbou o programado hipermercado da saúde e, quanto a nós, bem pois já se viu pela versão anterior que comprar no dito hipermercado, não favorecia a economia do comprador, pois os preços não eram tão diferentes, como se pretende fazer crer, acenando com a poupança de 200 ou 300 milhões. Podiam pedir ajuda ao Engenheiro Costa Freire que saiu do ministério com a fama de roubar, quando, na realidade conseguiu encher de dinheiro os hospitais, em 1988, sendo Ministra da Saúde Leonor Beleza e Costa Freire seu Secretário de Estado. O hospital que recebeu menos dinheiro para investir (PIDAC) foi o de Valongo. Mesmo assim, conseguiu 88 mil contos. Todos os outros beneficiaram. Onde é que este governante arranjou coragem para roubar tanto dinheiro em benefício do ministério da saúde? Tive oportunidade de ser sua testemunha de defesa e afirmar perante o tribunal: é de ladrões como este que o ministério da saúde precisava! Ainda anda por aí muita gente que sabe que isto aconteceu. Se a voz do Povo é a voz de Deus Costa Freire tem pelo menos garantidos 100 anos de perdão pela forma como geriu as contas do ministério. Depois dele tem havido tantos buracos, nas contas, que parece uma flauta. É óbvio que não havia a desfaçatez de os médicos fazerem contratos instantâneos onde ganham tanto em 2 dias quanto ganhavam num mês. E ainda se gabam da proeza. Continue, Sr. Primeiro-ministro a entregar a saúde aos médicos e pode ter a certeza que eles inventam esquemas para transformarem a saúde num poço sem fundo. Se estivesse mais atento e informado acerca destes disparates administrativos já se tinha apercebido da capacidade dos enfermeiros para minorarem estes efeitos despesistas. Mas de tão convencido que está que a boa qualidade da Saúde se mede pelo número de médicos de família e de USF e consultas feitas, por eles, quem nem repara nas alternativas bem mais económicas e eficazes. É uma infelicidade e uma tristeza. A Ministra da Saúde podia dar uma ajuda, agora pondo o lugar à disposição de quem faça menos propaganda e opere melhor, com menores custos, à Costa Freire. Cordiais Saudações Sindicais, |
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