| Consultas abertas - Consultas fechadas |
|
|
|
| 15-Jan-2010 | |
|
Temos tido inúmeras perguntas acerca dos esquemas que os médicos estão a montar para atendimento do Povo, que sofre, às vezes porque quer, outras, não tanto. Foram eliminadas outras formas de atendimento, para reduzir os rendimentos dos enfermeiros, como SAPs e quejandos. Agora têm a consulta aberta a germinar um pouco por todo o lado. Convém esclarecer que os coordenadores médicos, que por aí pululam, não são chefes dos enfermeiros nem substituem as chefias de enfermagem, directamente ou por intermédio de coordenadores enfermeiros, de conveniência. A lei não permite estes malabarismos, nem vai permitir, nunca, pois há muitas contas a ajustar com o dr. Pisco e o seu grupo, sobre esta e outras matérias afins. Sabemos o interesse de alguns médicos em fazerem de enfermeiros chefes. Simplesmente não sabem nem podem. E mesmo que soubessem, a lei e o respeito que os enfermeiros merecem não o permitem. Por isso, o enfermeiro chefe é o chefe de todo o pessoal do centro de saúde seja qual for a estrutura em que o centro de saúde esteja implantado e seja qual for a proliferação de USFs, que lá se acantonarem. Os centros de saúde têm dois técnicos licenciados, igualmente responsáveis a fazerem a mesma coisa. Destes, o Enfermeiro é o mais adequado ao tipo de Assistência Primária com o que se conseguirá aumentar o nível de qualidade e eficácia e reduzir desperdícios. Os médicos andaram muito depressa, mas nem sempre quem muito corre é o que mais alcança. A sua visão sectária e unilateral está a originar erros de paralaxe graves, a que os enfermeiros irão pondo termo à medida que se encontrem com coragem para exercerem as suas competências. Devem começar por definir a consulta aberta: se é médica, não tem de ter enfermeiros, que devem organizar-se de molde a valorizar o seu trabalho e não o de outros; Se é consulta de enfermagem não tem de ter médicos. Convém não esquecer que devem exigir condições de trabalho e têm todo o nosso apoio para isso. Há muito trabalho para reduzir o excesso de medicalização das estruturas de saúde. E quem tem de o concretizar são os enfermeiros, sobretudo, agora que os nossos colaboradores, neste tipo de assistência, essencialmente de enfermagem, já vêm demonstrando o que pretenderiam. Não se deixem intimidar, colegas, nem subestimar ou subjugar.Estamos atentos e activos. Cordiais Saudações Sindicais, |
| < Artigo anterior | Artigo seguinte > |
|---|




