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22-Feb-2010

De Cercal do Alentejo, Santiago do Cacém vem, no DN de Sábado (20/02/10), uma notícia muito elucidativa de um movimento de cidadãos anónimos, que até assinam o nome, em abaixo-assinado que pretende expulsar os médicos Cubanos do Centro de Saúde local.

A justificação para tal é o facto de que os médicos em causa "não estão credenciados para a Saúde Materna e Infantil, são só de clínica geral", pretendendo substituí-los pelos nossos, à portuguesa que também são só clínicos gerais.

Por uma questão de comodidade oportunista, contando com o silêncio dos Enfermeiros, os Médicos Clínicos Gerais à portuguesa, abocanham tudo o que sabem e não sabem fazer; o que não lhes diz respeito, porque pertence às parteiras.

Quem terá dito às pessoas que pedem a expulsão dos Médicos Cubanos, que estes não são tão clínicos gerais como os Médicos, ditos de família, à portuguesa?

Quem foi não sabe que os nossos clínicos gerais (de família) também não percebem nada de materno-infantil, pois essa área é das parteiras, que por acaso, ninguém dá mostras de estar interessado em incrementar, nos Centros de Saúde, deixando uma valência de tão grande importância a cargo de bombeiros e afins, enquanto o seguimento da gravidez e dos pós-parto devia ser feito por enfermeiras especialistas em saúde materna (parteiras).

São estas irracionalidades que mostram que há muita coisa errada no SNS, entregue aos mesmos, que abusivamente desencaminham Cubanos, por os enfermeiros ainda não terem aprendido a lei do "chega p'ra lá".

Meditem nestas coisas, contextualizando-as, Colegas!

Cordiais Saudações Sindicais,
O Presidente da Direcção - José Azevedo

 
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