| Abutres, Vampiros e outros Predadores da nova ERA |
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| 10-Mar-2010 | |
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Dei voltas e reviravoltas à cabeça para encontrar umas palavras que se adaptassem a essas coisas que, em nomes dos interessados, andam pelos CS a lançar a confusão e assustam. Não bastam as más notícias que nos chegam do Ministro das Finanças que, por cada 2 anos de vida, só nos quer descontar 1 para o cálculo com efeitos na aposentação, certificando-se de que os nossos descontos para a pensão de aposentação desencaminhados para os inimigos do trabalho, através de subsídios vários, nunca vão ser gozados pelos pensionários. A certeza ministerial é não haver a possibilidade de gozar a pensão de reforma. Não bastam os aumentos salariais zero, decretados por um governo abaixo de zero, para que a desgraça seja perfeita: temos os da ERA que assaltam Centros de Saúde à boa maneira do PREC para instalarem a sua máquina exploratória de um tipo de Unidade favorita, (USF) porque dá 4370€ por médico, para fazerem o que faz qualquer enfermeiro da área. Os salteadores empurram médicos e enfermeiros para fora dos seus postos de trabalho, para se instalarem. Começou esta farsa com a cobertura aos utentes sem médico de família, uma falsa questão, pois essa do médico de família é uma produção portuguesa de origem RRE (regime remuneratório experimental); nos países onde não há medicocracia, são os enfermeiros que enviam os utentes, quando doentes, aos médicos convencionados. Veja-se onde isto está a chegar: eivados do novo espírito de dois técnicos superiores (enfermeiros e médicos) a fazerem as mesmas coisas, pois só há lugar para um, ameaçam e fazem plenários à boa maneira dos saudosos anos do PREC. Já que a ministra médica não dá mostras de estar interessada em pôr termo a este esbanjar de dinheiro que tanta falta faz para salários justos de quem trabalha, vamos ter de ser nós a lutar com todas as armas e possibilidades que se nos depararem. O que está a acontecer na Unidade de Saúde de Monte Castro (Gondomar) é um bom exemplo destes assaltos. O mais espantoso é o apoio que é dado, oficialmente, para estes assaltos. É expectável que este meio de prestar assistência, não tem futuro. Vai durar até os enfermeiros quererem assumir as suas competências na assistência sanitária primária e vir um governo que olhe a sério para estes sistemas anómalos e se comprometa a corrigi-los, à semelhança do que outros já fizeram, com bem melhores resultados. Um dos grupos mais perseguidos é o das chefias de enfermagem. Ora diz o Art.º 24º do DL 248/2009 de 22 de Setembro: "Categorias subsistentes - Em diploma próprio podem ser determinadas as categorias que subsistem, nos termos do art.º 106 da Lei 12-A/2008, de 27 de Fevereiro". Isto significa tão-só o respeito que devem merecer a estes salteadores temporários, enquanto os responsáveis fingem dormir, os enfermeiros chefes e as respectivas funções que não estão nem a saldo nem abrangidas pelos poderes dos assaltantes. A hora é de luta, mesmo que não possamos contar com a comparticipação de alguns colegas que têm dado um valioso contributo a estes assaltantes. Um dia hão-de nos dar razão, se é que já não deram, lá no íntimo da sua consciência e moral profissional. Cordiais Saudaçõe Sindicais, |
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