| "Vade Retro Satanas" |
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| 15-Mar-2010 | |
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Lemos no Expresso se Sábado 13 que a Ministra da Saúde, Ana Jorge, criou mais um grupo de “cangalheiros” do SNS disfarçados de peritos, onde, felizmente, não está qualquer Enfermeiro incluído. Coordenado por um tal “de Maciel” de má memória, na ARSN, sabemos que não vai produzir mais do que banalidades úteis para médico encher rúmen. Acenam com a necessidade de reduzirem as horas extraordinárias médicas, o tal epifenómeno, bem conhecido: “quantos mais médicos se contratam, maior é o bolo das horas extraordinárias”, porque, ou comem todos ou não há moralidade. Estão a afiar os dentes para atrofiarem os Enfermeiros, mais ainda do que já vêm fazendo e já é bem evidente no hospital do dr. Bizarro, a pretexto de uma originalidade do dislate, que viu a luz da caserna, com o nome de código, “regulamento interno do HSJ”. Talvez por essa razão ou outra equivalente, também o autor integra o grupo do tipo expertos, subtipo peritos. Há anos, o nosso colega do SIPE, foi incomodado com uma de cão que morde não ladra, por ter dito uma verdade comezinha, que o Povo elevou à categoria de “ditado” e que é assim: «Se queres a casa guardada entrega a chave ao ladrão». Os médicos, quais exclusivos da doutorice (sim, porque doutor é = a médico; os outros são honestamente, licenciados), ficaram muito enxofrados porque a carapuça até parecia que foi talhada à sua medida. O equivalente em médico, ao enfermeiro chefe, a que oportunistamente chamam na versão médica, DIRECTORES DE SERVIÇO, têm de estar em exclusividade, eternizando e entronando mais um inútil, numa função de antimedicina, onde não vão fazer mais do que encher o papo, com a atrofia do dito serviço, deixando de ser úteis ao SNS, como médicos, pois é aquilo que os que o são, sabem e devem fazer, para como o bom sapateiro, não irem além da chinela, ou não se porem a tocar rabecão. A ignorância do PM, na área da saúde/doença, que está mais que testada, fez com que a tal chave do SNS fosse parar a tão “insuspeitadas” mãos. O resultado está à vista. Quando os Enfermeiros estiverem mais atentos para estes aspectos e de acções concertadas, vão tornar nulas e de nenhum efeito as manobras destes predadores do SNS.Sucede que, para nossa satisfação, já se aperceberam que esta manobra não é mais do que a tentativa frustre de anular as chefias de enfermagem e a sua eficácia na oposição à destruição do SNS. Começaram por anatematizar a palavra chefe de enfermagem (director de serviço para o médico). Um ignorante perfeito, em matéria de saúde, de má memória, Luís Filipe, feito ministro espatifou com a teoria do “director” o que de saudável e razoável havia na harmonia da gestão dos serviços médicos e de enfermagem. Como a procissão ainda vai no adro, os enfermeiros têm muito tempo para se opor tenazmente a estas manobras de hegemonia médica, lembrando a racionalidade do sistema, que impõe uma gestão correcta e desinteressada das camas dos hospitais, que só pode ser levada a bom porto pelos Enfermeiros. Porque, os doentes permanecem mais ou menos tempo no hospital, quando precisam de cuidados de enfermagem adequados ao seu estado. Quem tem de gerir a continuidade destes cuidados são os Enfermeiros, deixando aos verdadeiramente médicos, que gostam de o ser, quando o são, as funções para que foram feitos. O tal Luís Filipe, que se fartou de peregrinar a vender a história do director de serviço, comparando os hospitais à “Quimigal”, onde tirocinou, NÃO CHEGOU A INTUIR O SEU ERRO GRAVE, pois nem foi capaz de aprender a dizer “continuidade de cuidados”, criando mais uma confusão para exploração médica: os “cuidados continuados”, que devem ser correctamente geridos pelos enfermeiros, porque são eles que o ministram ou servem. A continuidade é porque não podem sofrer a solução de… Deixemo-los brincar aos tachinhos, enquanto nos consciencializamos do nosso verdadeiro estatuto. Mas não podemos perder tempo, pois fenómenos como os da criança de Garcia da Orta, com a crise asmática e cartão laranja, pela triagem feita pelos Enfermeiros, não podem acontecer, tendo de esperar seis horas para debelar a crise. Isto só é possível, porque os fabricantes de listas de espera têm de demonstrar que têm de ser muitos mais para fazerem ainda muito menos. Os Enfermeiros tardam em assumir o desempenho de advogados dos doentes, para que fenómenos destes não nos envergonhem, pelo sofrimento inútil e desnecessário ou evitável, que ocasionam.Somo profissionais conscientes e devidamente habilitados, na Arte de Curar, por isso temos de gerir este estatuto com independência coerente. Se são os cuidados de Enfermagem que retêm os doentes nos hospitais; se são os cuidados de Enfermagem que reclamam a presença dos Enfermeiros nos domicílios particulares individuais ou colectivos, não temos de permitir que os “médicos” que escolheram a medicina por engano, andem armados em doutores de gestão a darem ordens absurdas, por desajustadas e impróprias, a Enfermeiros. Vamos lá a arregaçar as mangas, pois vale a pena lutar por esta causa, porque a alma da Enfermagem é grande, nobre e “desinteressada”. Como diria Pessoa: «Vale sempre a pena quando a alma não é pequena»! Cordiais Saudações Sindicais, |
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