| Plano para evitar erros cirúrgicos... |
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| 29-Jun-2010 | |
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É com este título que a edição do JN de 29 de Junho 2010, nos traz uma das muitas novidades com barbas, como diz o Zé e que abusivamente ignora a proveniência, que são as várias formas de a Enfermagem estar atenta à qualidade. ”A cirurgia segura salva vidas” a quem o diz o responsável pela Divisão de Qualidade Clínica e Organizacional do Departamento da Qualidade na Saúde da Direcção Geral de Saúde. Aqui está uma posse ilegítima e abusiva daquilo que os enfermeiros inventam, para garantirem segurança ao doente. E não é de hoje, pois já foi Florence Nightingale que inventou o processo clínico para poder elaborar um plano de cuidados de Enfermagem, exigindo ao médico que escrevesse o que tinha na cabeça. Hoje é reservado a médicos, ou quase. A check-list, de cor amarela, diferente para captar a atenção, já há muitos anos fazia e faz parte obrigatória dos processos dos doentes que, no HSJoão eram submetidos a intervenções cirúrgicas e, ainda era reforçada de visita pré-operatória da enfermeira de anestesia, como preparação do doente. É curioso como isto, que se pratica, há anos, aparece pela mão de um médico dos que fazem falta a fazer medicina, a vender protocolos que estão mais que instituídos, de há muito tempo em hospitais sérios e a sério como é o exemplo que dei, sem precisarem de invocar entidades respeitáveis e responsáveis como a OMS. Trata-se duma flagrante injustiça para com a Enfermagem que constrói estes protocolos de acção para terem como descompensação a vinda dum dr. ou médico, que se apodera deles, como se de coisa nova se tratasse, para botar falação e fazer figura. É um processo semelhante ao do reconhecimento da qualidade dos hospitais, assente em normas internacionais, criadas pelos enfermeiros ( King´s Found é um exemplo desses), mas de que outros se apoderam sem sequer citarem a fonte. Voltando à check-list amarela, para não passar desapercebida, podemos afirmar que é um processo seguro de evitar erros e de evidenciar o valor da Enfermagem, na elaboração de protocolos, resultantes de investigação atenta e qualitativamente superior, daí a sua eficácia. Começam, algumas entidades a dar mostras de perceber porque é que os enfermeiros exigem regras nos pós-operatórios de corta e cose, como o método SIGIC, método de lucro fácil. A Direcção Geral de Saúde sabe que é assim. Lamenta-se é que entregue a um médico a aplicação prática, diária, habitual e rotineira de normas criadas e desenvolvidas por enfermeiros, como se se tratasse de uma invenção recente de coisas que estão mais que testadas e implantadas. Parece que através dos enfermeiros não podem subir aos píncaros da fama e precisam da apresentação de um médico dos que fazem falta a tratar doentes, para atingirem esses níveis, por mão alheia. Aqui está um bom exemplo de uso indevido de médicos que no dizer da Ministra da Saúde, fazem falta, SNS. Mas não é caso único. É óbvio que muitos ou poucos médicos têm o mesmo direito, que outros profissionais de não gostarem da profissão que escolheram e se refugiem em acções fora dos doentes. Não são os únicos. Podiam era ir para mais longe e não ficarem a fazer coisas que os enfermeiros fazem mais bem, porque lhes conhecem a origem que desencadeou a sua regulação. O tempo dos tabus esgotou-se e temos de falar claro na delimitação dos campos de acção dos licenciados em ciências de saúde. Isto é tão útil para enfermeiros como para médicos. Sem a delimitação de campos de acção, não há base para negociações autónomas, daí o nosso interesse nessa delimitação. Cordiais Saudações Sindicais, |
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