| O assalto aos Cuidados Primários de Saúde |
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| 02-Jul-2010 | |
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Vão longe os dias em que um grupo dos “aplicados” aos problemas da assistência Básica ou Cuidados Primários. Ficou conhecido Pelo do Regime Remuneratório Experimental (RRE). Os mais atentos e argutos perceberam que era de remuneração que se tratava e não da problemática dos cuidados. O tempo passou e Dr. Pisco instalou-se na sua missão de destruição dos CS. Começou por fazer o tal diploma com base nos RRE que deu chorudos e nada justificados vencimentos de 8.000€/mês/clínico geral. Os enfermeiros na sua santa e adaptada ingenuidade, sem informação condigna que não fosse a de um grupo de IU, enfermeiras ao serviço dos RRE, têm sido a mão do gato que tira a sardinha do lume para quem a vai comer se não queimar. O resultado é desolador, se forem ouvidas as principais vítimas destes habilidosos que até têm posses para comprar jornais e fazerem a sua publicidade das famigeradas USF, USP, UUUSSSS, com o que toda a gente interessada nesta publicidade barata fica contente. Até aparece um dos muitos hipocondríacos NW a sublinhar as maravilhas UUUUUSSSSS. Conhecedores dos promotores da ideia e do que são e não são capazes (felizmente que tiveram o cuidado de semear algumas UCC que vão ser a génese do futuro lógico da organização dos Cuidados Primários), sempre estivemos na linha da frente a avisar dos perigos que a destruição representa. Nem sempre temos sido compreendidos pelos enfermeiros e, não só, mas não é por isso que paramos de alerta e contrapropor com lógica e muita experiência soluções adequadas, combatendo os destruidores do sistema (SNS). Às vezes recebemos uma lufada de ar fresco e uma pequena vitória, que prenuncia que nem tudo está perdido, ainda. Em Póvoa do Lanhoso, terra da “D.ª Maria da Fonte, montada no seu burro, sem cair, com a corneta na mão a tocar a reunir”, estava projectada uma UCP que teve como promotoras 2 enfermeiras cansadas da vida hospitalar e, que do São Marcos, vieram para a do Lanhoso; com a adição de mais 2 ou 3 enfermeiras com dificuldades contratuais, estava formado o grupo, com um coordenador médico, que aparece depois, como acontece nos casos de pedidos de boleia na estrada, aos camionistas de longo curso, ou no tirar a sardinha do lume sem se queimar. Pensando que na terra de… quem tem olho é que vê, começou a ditar falação. Há duas enfermeiras que são exactamente as mais conhecedoras dos utentes, uma das quais especialista que em “Comunitária”, que ficariam fora do grupo0 não fora a nossa pronta intervenção, nomeadamente junto do director executivo do ACES. Tão rápido quanto teve conhecimento das implicações desta exclusão, promoveu, como se esperava, de quem está de recta intenção nestes processos, a inclusão das suas colegas, justamente as que podem ajudar as outras a evitar erros. Tudo está bem quando acaba bem. Agradecemos a compreensão demonstrada a quem a demonstrou e não foram poucas as pessoas. Cordiais Saudações Sindicais, |
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