| Voltam as Campanhas Publicitárias |
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| 05-Jul-2010 | |
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Ficámos a saber, pela comunicação social, que o Ministério da Saúde tem uns quantos milhões de euros para gastar com a informação aos cidadãos, acerca dos medicamentos que vão poder comprar, com maior ou menor desconto, linha branca ou marcados. Voltamos às campanhas publicitárias do Ministério da Saúde, como foi a da famigerada gripe A, em que se gastaram muitos milhões de publicidade indirecta, disfarçada, de apoio às campanhas eleitorais do partido do governo, nos meios colaboracionistas. Ora se estamos em crise; Se não há dinheiro para actualizar e reclassificar os Enfermeiros, como a sua carreira exige e impõe, não seria mais razoável, além da requalificação merecida, a contratação de Enfermeiros que, depois de esclarecerem os utentes dos Centros de Saúde, quanto a medicamentos, ainda podiam fazer muitas mais coisas de que as pessoas tanto carecem, como são os cuidados de enfermagem; Então desviem-se esses fundos destinados à campanha de informação, qual compra indirecta de notícias favoráveis dos meios a quem são pagos os anúncios, como retribuição ao benfeitor Ministério da Saúde. Foi assim com a gripe A, como facilmente se pode demonstrar pelos milhões gastos em avisos inúteis de coisas que já sabiam não passar de publicidade enganosa, como ficou provado. Agora vai repetir-se a história de forma a gastar em publicidade o dinheiro que eventualmente se poupe com a receita de genéricos, se forem receitados, pois já ouvimos dizer que o governo vai fazer tudo por tudo para não prejudicar a indústria farmacêutica. Não duvidamos desta intenção que de piedosa nada tem, pelo contrário; levanta a dúvida do preço a pagar para que não haja prejuízo das farmácias e quem vai pagá-lo. Para todos estes excessos há milhões, sabe Deus e o Diabo, com que finalidade, mas para pagar convenientemente aos Enfermeiros, mandam os nossos interlocutores nas negociações da carreira dizer que é a crise que não deixa pagar mais bem aos Enfermeiros, como também não permite contratar os que o SNS precisa. Sabe-se que os vencimentos não deixam alcavalas, pois vão directos para o bolso das pessoas, mas as vendas e os negócios deixam umas comparticipações surdas-mudas não despiciendas. Quanto aos vencimentos não deixarem sobras não nos estamos a referir ao exército do outsourcing nem do insourcing que as empresas de inspiração de colaboradores directos e indirectos da ideia de destruição da estabilidade que os “malandros e mandriões” dos ex-funcionários públicos cultivavam. Estas empresas de inspiração socrática, quanto à ideia, são outra forma de atenuar o desemprego, para “boys”. Não se admitem funcionários para onde são necessários, porque a tendência é para reduzir os contratos fixos, para necessidades permanentes; mas há dinheiro para pagar num mês o que um funcionário normal ganha em meio ou um ano. De quando em quando o Tribunal de Contas faz uns reparos como os da OE, mas depois fica tudo na mesma, como se nada tivessem dito. Assim vai a saúde da Saúde! Cordiais Saudações Sindicais,
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