| Onde estará a verdade? |
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| 13-Jul-2010 | |
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“Sócrates é o Deco da Política Portuguesa”, quem assim fala é Manuel Pizarro, 45 anos e Secretário de Estado e da Saúde, no JN de sexta-feira, 4 de Julho. Mas não se fica por aqui. Quando Helena Teixeira da Silva lhe pergunta: “O médico da selecção argentina proibiu álcool e aditivos aos jogadores argentinos, mas autorizou o sexo. Como médico replicaria o conselho aos jogadores portugueses?” Responde Manuel Pizarro, 45 anos: “Difícil é definir a moderação. Álcool e sexo fazem bem à saúde. Também devem fazê-lo à performance dos jogadores”. Pergunta: “Com directores do SNS a ganharem prémios de 130 mil euros, é caso para dizer que a saúde já está ao nível do futebol?” Manuel Pizarro, 45 anos, responde com outra pergunta: “Mas há directores de hospitais a ganhar 130 mil euros?!”. Para ele os SNS são os hospitais, pois ela perguntou no SNS. Para fazer jus à sua coerência de Secretário de Estado e da Saúde, médico de 45 anos (são como os deuses; estão em todo o lado), foi convidado a inaugurar, a Unidade de Alcoologia do Porto, nas antigas instalações do hospital de Matosinhos. Laura Lessa, médica de alcoologia há 20 anos, apoiando-se em dados de 2009, disse ao JN de 5 de Julho; “…no ano passado, (2008) surgiram 937 novos doentes, explicando que é frequente as equipas médicas lidarem com recaídas dos pacientes, uma vez que é uma doença transversal, que abrange desde os sem-abrigo às altas estruturas da sociedade.” Como segundo Laura Lessa o dr. José Barrias, andou sempre à frente do seu tempo, baptizou o Centro de Alcoologia, como seu nome. Manuel Pizarro disse: “é uma homenagem genuinamente adequada”. Isto é desportivismo, pois homenageia um genuinamente opositor às suas teorias sobre o álcool. Ao que um secretário de Estado e da Saúde, 45 anos, está sujeito. Num dia receita o álcool como um remédio para a saúde e pernas dos futebolistas; no outro, tem de presidir à inauguração de um centro que se destina exactamente ao oposto à sua receita. Azar, azarito, azarão. Veja-se ao que estamos entregues e sujeitos. Cordiais Saudações Sindicais, |
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