| O consultivo para CSP |
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| 16-Jul-2010 | |
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Ao dar inicio ao lançamento da II etapa da reforma dos cuidados de saúde primários a Ministra da Saúde reuniu o Conselho Consultivo de que Se e SIPE (FENSE) também fazem parte. Dos pormenores deste órgão e do que se espera dele, aconselhamento de melhores e mais eficazes medidas. Mais do mesmo foi uma das nossas chamadas de atenção. Quem ler a página 8 do JN de 15 de Julho, vai ter de segurar a queixada para não luxar o maxilar móvel, de tanto abrir a boca. Não é que a Ministra da Saúde faz exactamente o contrário do que o referido Conselho sugeriu. Ninguém falou bem das USF, tipo B além do promotor da associação dos médicos USF B, ramo bastardo da família dos RRE de que foi beneficiário. Para além de nós, ninguém se lembrou ou sabia que os SAP eram frequentados pelos utentes afectos ao RRE que não eram atendidos nas suas mais elementares necessidades médicas no sistema anormal que temos. “Metas para a reforma dos cuidados primários implicam abrir mais 32 unidades de saúde familiar até Dezembro” diz o JN, em subtítulo, porque o título é aterrador: “Ministério vai acelerar colocação de médicos”. Quem, como nós, passa o dia no terreno a tentar apanhar os cacos que os destruidores produzem sabe que a reforma não é o termo correcto para compreender a política oportunista dos médicos do Ministério da Saúde, para satisfazerem as exigências da sua Ordem, enquanto a dos Enfermeiros é muito aplaudida por estes oportunistas, provavelmente para e por não fazer o que deve, que é exigir, em nome da famigerada qualidade e da propalada proximidade, infelizmente dois substantivos abstractos, porque terminam em “ade”. Quem ainda perde tempo a ler jornais, como nós, por dever informativo, da informação que temos, assistiu às manobras publicitárias de alarde da falta de médicos, para preparar o lastro que permita à Ministra dizer: “Ministra promete abrir em Janeiro um concurso nacional extraordinário para integrar médicos”, diz o JN, em destaque. Pedro Nunes da Ordem dos Médicos, vai dizendo que os médicos têm a empregabilidade total garantida para os próximos 30 anos, por isso se insurge contra quem quer abandalhar este equilíbrio, como está a tentar fazer, sem êxito garantido, Mariano Gago, o da cultura. O que não exigem à OM é quanto custa ao país a empregabilidade total dos médicos no SNS que vai dando sinais de agonia. A reforma dos CSP passa por tirar os médicos do SNS, pagá-los por aquilo que produzirem, ou seja; as consultas médicas de doentes necessitados delas e não outras para fazerem monte como nas USF tipo B: A reforma dos CSP passa também por acabarem com um método das USF que mais não são do que espinhos encravados na pata do animal para o não deixarem atingir a sua velocidade de ponta. A reforma dos CSP passa ainda, e sobretudo por colocar neles os enfermeiros necessários e não médicos a fazerem de enfermeiros. O estrago que os médicos fazem com a falada exaustivamente, medicina defensiva, simulacro de ataques que ninguém faz, mais não é do que a justificação do despesismo em terapêuticas e auxiliares de diagnóstico, essa doença da moda. Todos os hipocondríacos procuram um diagnósticos e os médicos, em excesso, tudo fazem para alimentar no povo essa necessidade. Para se ver mais bem como a coisa funciona, atente-se nisto: a Ministra disfarça com a notícia de que vai ordenar o corte nos excessos dos exames, contributivos dos tais diagnósticos, essa doença da moda das terras de cegos e daltónicos. O Bastonário da OM, Pedro Nunes, ameaça que vai punir os médicos que obedecerem a esta redução que a Ministra diz que vai mandar fazer. É um exemplo perfeito da bagunça e das falsas necessidades criadas para manter mais Tomógrafos do que os países muito acima de nós em qualidade sanitária. A dialéctica diz que a quantidade altera a qualidade. Por isso se a Ministra quer mesmo fazer a reforma dos Cuidados de Saúde Primários não é com mais do mesmo; não é aumentando as USF que estão a destruir o que de bom tinha o Serviço. Em vez de se regular pelas estatísticas mentirosas, mande observadores isentos e não dos que fazem das auditorias forma de vida e de emprego, como os de CC, contarem os passos dos médicos de família e destes avaliarem quantos são dispensáveis e até inúteis para o aperfeiçoamento do Serviço dos CSP. Isso é reforma. O que está a fazer é deforma. Esses observadores isentos iriam chegar à mesma conclusão que nós: a reforma dos CSP implica não a colocação de mais médicos a fazerem despesas inúteis para criarem e alimentarem hipocondríacos, mas sim de muitos mais enfermeiros, para satisfazerem as necessidades reais da população e não as fictícias, criadas pelos médicos, para tentarem justificar o pleno emprego. Não estamos a inventar coisa alguma; seguimos as teorias dos países que estão no topo das classificações feitas por organizações idóneas. A Ministra e os seus conselheiros, também sabem do que estamos a falar, que não é crítica banal. Fingem que não sabem, mas sabem! Cordiais Saudações Sindicais, |
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