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Ruptura ou sofisma? criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
27-Jul-2010
Os publicitários pagos pelos interessados para manterem o sistema consumista na saúde, falam em ruptura por via das reformas antecipadas de certos médicos, que se prestaram a serem “funcionários” (in nomine) ou em título, como se diz em português, justamente para terem também uma reforma como os outros, seguem um percurso normal: abandonar a função, cumprido o desígnio inicial. Depois, é só escolher um dos esquemas: outsourcing, insourcing, contratação para aposentados. O diploma legal que autoriza essa barbaridade já foi publicado.

Onde está o sofisma?

Ao partir-se de premissas erradas o raciocínio é sofismático ou silogístico, necessariamente.

Partindo do pressuposto de que a assistência, na saúde, é feita só por médicos, que fazem o que ninguém faz ou tem capacidades e competências para o fazer, a ruptura dar-se-á se faltar um número suficiente para atender os visitantes dos Centros de Saúde, independentemente de irem pedir uma receita, uma marcação de consulta ou outro entretém qualquer.

O que nunca ninguém pôs em causa é quantas das ocupações dos médicos, só podem ser exclusivamente deles, ou são meros disfarces para lhes manter o emprego e a propalada carência. Não vamos cansar-nos de repetir esta farsa e desmascará-la; fá-lo-emos tantas vezes quantas as tentativas de nos atirarem areia para os olhos, considerando válido, só o que médico faz, o que fazem os enfermeiros é para fundir no cadinho do médico, sem deixar rasto.

E quantas dessas ocupações impróprias não deviam e podiam ser desempenhadas pelos enfermeiros, justamente, nos cuidados primários, que são por excelência, dos enfermeiros, podendo traduzir-se em enormes ganhos para a saúde se forem executadas por enfermeiros.

O ministério da saúde fala em reforma dos cuidados primários, inventando esquemas para multiplicar o erro do excessivo número de médicos, como uma inerência à família.

Esta não é uma reforma: é mais do mesmo.

Se o ministério com os seus comandantes médicos; Ministra e seu Ajudante, tivessem capacidade mental para saírem da rotina umbilical, porque é a única que divisam, teriam de começar por dar outro modelo à ocupação dos médicos com tarefas que lhe dizem exclusivamente respeito, as quais não podem, por isso mesmo serem executadas por outros; estarem a fazer de enfermeiros para justificarem o emprego não é ruptura; é oportunismo.

Cordiais Saudações Sindicais,
O presidente da Direcção - José Azevedo

 
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