| A condenação da ex-directora. |
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| 27-Jul-2010 | |
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Fomos dos primeiros a denunciar os abusos de poder da ex-directora dos CS dos Carvalhos. Uma série de circunstâncias impediu, durante muito tempo, a acção judicial e disciplinar, onde salientamos duas: pertencer aos corpos sociais da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, no “reinado” de Miguel Leão; outra tem a ver com a sua suposta filiação partidária no partido da maioria. Este deve sentir-se, hoje, muito mal, por ter sido no exercício das suas funções de dirigente da OM-Norte, o maior destruidor da assistência às grávidas, através de parteiras competentes, nos Centros de Saúde, de que é exemplo a ULSMatosinhos.
Foi aí que começou o regalo dos jornalistas: o parto feito por bombeiro reguila e orgulhoso do seu papel desnaturado, em ambulância; Foi por isso que na inauguração do troço de ligação da auto-estrada A7 à A24, alguém escrevia, em período de encerramento de maternidades, com humor de fino recorte: o Primeiro‑ministro inaugurou, hoje, mais 7 Quilómetros de maternidade. Porém, não é isto que para nós, enquanto representantes dos enfermeiros, tem a maior relevância. O que nos movia e levou a denunciá-la a quem tinha poder e obrigação de a meter nos cânones disciplinares era a forma como tratava a enfermeira/o chefe que não lhe andasse ao jeito. Depois vem o acenar com a vergasta ao vilão, que é entregar um simulacro de poder a um enfermeiro para dominar por meios pouco ortodoxos e nada disciplinares, os colegas, lançando o medo e, até o terror, entre os colegas. Fez-se justiça, embora pouca e tardia, dados os estragos que provocou nas pessoas, que queriam desempenhar o seu cargo, com dignidade e eficácia. Mas não se pense que estava só, entre os enfermeiros, teve sempre pessoas da sua simpatia e sedentas de “poder”, mesmo fictício, como era o caso, que lhe andavam ao jeito para desautorizarem a chefia legal e legítima. Aqui está um bom aviso para aqueles que, na actualidade, e em vários pontos do país, fazem o “jogo” de médicos investidos em cargos, que vão desde o simples coordenador de qualquer coisa, até os mais altos cargos na pequenez da aldeia (vide S. Martinho do Campo), onde se toleram os mais aberrantes usos e abusos do poder e onde se conseguiu um fenómeno raro: um abaixo-assinado, no qual todos os grupos profissionais puseram a sua assinatura. Diz quem tem poderes delegados para evitar esta aberração que ninguém quis ocupar o cargo. Exactamente a mesma entidade que devia impedir-lhe os desmandos de mudar de local de trabalho pessoas que lhe faziam frente e não colaboravam nas ilegalidades de uso e abuso do cargo, transferindo enfermeiros e administrativos com largos anos de exercício, na localidade. E lá está o tal vilãozinho, sedento de poder pequeno a ajudar e a trair colegas que devia ajudar a respeitar e evitar que fossem vítimas de perseguições. Tive o cuidado de pôr um desses especímenes, à prova, ao dar-lhe recados que o diligente delator transmitiu de forma corrigida e aumentada, a quem o investiu, para manter o pomposo cargo de “responsável” da enfermagem lá do sítio. Este é um fenómeno para o qual chamamos a atenção dos interessados, que está muito na moda, com base nos vários tipos de células malignas, excrescências da atomização dos Centros de Saúde, em Unidades de vários tipos. Quando os ingénuos e incautos, usados nesta atomização, derem conta que estão a servir para destruir a chefia de enfermagem, que na sua bacoquice pensam que lhes vai ser conferida; quando os desmandos e desperdícios forem erradicados, mais por falta de meios do que por haver verdadeiros interessados em acabar com o regabofe, talvez haja quem venha reler o que escrevemos e compreenda finalmente que, também nestes casos, o crime não compensa. Não é de hoje o problema de conseguir uma forma de os mais novos se libertarem dos velhos que lhes deram o ser. Quando os lares para velhos ainda não tinham sido inventados, havia a prática do cajado e da manta: o filho dava uma manta e um cajado ao pai e mandava-o morrer longe. Houve um desses sem abrigo que partiu a manta ao meio e ofereceu a outra metade, de volta, ao seu benfeitor, dizendo; toma, meu filho, guarda esta metade, porque podes precisar dela, quando os teus filhos te fizerem o mesmo, mas sem te distribuírem manta. A lição a tirar é: se os ingénuos, acima referidos pensam que vão eternizar-se nos cargos atribuídos à má fila, não se devem esquecer que a facilidade com que são “entronizados” é a mesma com que vão ser chutados, quando deixarem de interessar aos exploradores hodiernos. Hei-de voltar a este assunto, a propósito da solidariedade entre enfermeiros, bem ou mal formados. Para já, fica para reflexão de quem tiver o vício de reflectir, este pequeno exemplo de abuso de poder, ou seja; mandar fazer coisas que a lei moral e a cívica não permite, daí o abuso. Mesmo que fiquem impunes, muitos desses abusadores, nem por isso devemos deixar de os denunciar e perseguir, ou vice-versa.Foi aí que começou o regalo dos jornalistas: o parto feito por bombeiro reguila e orgulhoso do seu papel desnaturado, em ambulância; Foi por isso que na inauguração do troço de ligação da auto-estrada A7 à A24, alguém escrevia, em período de encerramento de maternidades, com humor de fino recorte: o Primeiro‑ministro inaugurou, hoje, mais 7 Quilómetros de maternidade. Porém, não é isto que para nós, enquanto representantes dos enfermeiros, tem a maior relevância. O que nos movia e levou a denunciá-la a quem tinha poder e obrigação de a meter nos cânones disciplinares era a forma como tratava a enfermeira/o chefe que não lhe andasse ao jeito. Depois vem o acenar com a vergasta ao vilão, que é entregar um simulacro de poder a um enfermeiro para dominar por meios pouco ortodoxos e nada disciplinares, os colegas, lançando o medo e, até o terror, entre os colegas. Fez-se justiça, embora pouca e tardia, dados os estragos que provocou nas pessoas, que queriam desempenhar o seu cargo, com dignidade e eficácia. Mas não se pense que estava só, entre os enfermeiros, teve sempre pessoas da sua simpatia e sedentas de “poder”, mesmo fictício, como era o caso, que lhe andavam ao jeito para desautorizarem a chefia legal e legítima. Aqui está um bom aviso para aqueles que, na actualidade, e em vários pontos do país, fazem o “jogo” de médicos investidos em cargos, que vão desde o simples coordenador de qualquer coisa, até os mais altos cargos na pequenez da aldeia (vide S. Martinho do Campo), onde se toleram os mais aberrantes usos e abusos do poder e onde se conseguiu um fenómeno raro: um abaixo-assinado, no qual todos os grupos profissionais puseram a sua assinatura. Diz quem tem poderes delegados para evitar esta aberração que ninguém quis ocupar o cargo. Exactamente a mesma entidade que devia impedir-lhe os desmandos de mudar de local de trabalho pessoas que lhe faziam frente e não colaboravam nas ilegalidades de uso e abuso do cargo, transferindo enfermeiros e administrativos com largos anos de exercício, na localidade. E lá está o tal vilãozinho, sedento de poder pequeno a ajudar e a trair colegas que devia ajudar a respeitar e evitar que fossem vítimas de perseguições. Tive o cuidado de pôr um desses especímenes, à prova, ao dar-lhe recados que o diligente delator transmitiu de forma corrigida e aumentada, a quem o investiu, para manter o pomposo cargo de “responsável” da enfermagem lá do sítio. Este é um fenómeno para o qual chamamos a atenção dos interessados, que está muito na moda, com base nos vários tipos de células malignas, excrescências da atomização dos Centros de Saúde, em Unidades de vários tipos. Quando os ingénuos e incautos, usados nesta atomização, derem conta que estão a servir para destruir a chefia de enfermagem, que na sua bacoquice pensam que lhes vai ser conferida; quando os desmandos e desperdícios forem erradicados, mais por falta de meios do que por haver verdadeiros interessados em acabar com o regabofe, talvez haja quem venha reler o que escrevemos e compreenda finalmente que, também nestes casos, o crime não compensa. Não é de hoje o problema de conseguir uma forma de os mais novos se libertarem dos velhos que lhes deram o ser. Quando os lares para velhos ainda não tinham sido inventados, havia a prática do cajado e da manta: o filho dava uma manta e um cajado ao pai e mandava-o morrer longe. Houve um desses sem abrigo que partiu a manta ao meio e ofereceu a outra metade, de volta, ao seu benfeitor, dizendo; toma, meu filho, guarda esta metade, porque podes precisar dela, quando os teus filhos te fizerem o mesmo, mas sem te distribuírem manta. A lição a tirar é: se os ingénuos, acima referidos pensam que vão eternizar-se nos cargos atribuídos à má fila, não se devem esquecer que a facilidade com que são “entronizados” é a mesma com que vão ser chutados, quando deixarem de interessar aos exploradores hodiernos. Hei-de voltar a este assunto, a propósito da solidariedade entre enfermeiros, bem ou mal formados. Para já, fica para reflexão de quem tiver o vício de reflectir, este pequeno exemplo de abuso de poder, ou seja; mandar fazer coisas que a lei moral e a cívica não permite, daí o abuso. Mesmo que fiquem impunes, muitos desses abusadores, nem por isso devemos deixar de os denunciar e perseguir, ou vice-versa. Cordiais Saudações Sindicais,
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