| O Inem e as Pizarrices. |
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| 08-Aug-2010 | |
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Longe vão os tempos em que o INEM e a assistência pré-hospitalar andavam de mãos dadas, com Cunha Ribeiro, médico esclarecido, viajado e não estúpido, que até fazia planos coerentes, executados em tempo útil. São da sua autoria muitas das ideias despoluídas e eficazes que por falta de monda foram invadidas por ervas daninhas. Como não há bem que não se acabe nem mal que sempre dure, pegaram num meio enfermeiro e num médico do exército (lembrem-se por que é que os enfermeiros do exército não podem ascender a oficiais se tiverem a licenciatura em enfermagem, mas podem ser oficiais com o 12º ano de escolaridade… e esta hein!) e fizeram daquilo uma estrumeira, cuja administração é tão má e tendenciosa, que bem pode ficar de modelo para quem pretenda administrar correctamente, poder ir ver como não se pode nem deve administrar. É mais um fenómeno na desgovernação, que temos. Claro está que por detrás está outro personagem, cuja classificação ainda não arriscamos, porque está a construir o modelo, que ficará para a história, também, e por enquanto, como profundamente negativo, na Administração da Saúde, se, entretanto não arrepiar caminho, trate-se do Dr. Manuel Pizarro. Até aqui, médicos e enfermeiros estavam a trabalhar de graça, por causa daqueles arranjos, tipo EPE, apesar de o INEM, se não perdoarem as dívidas à indústria seguradora que tem de pagar o dízimo para o INEM, não precisar de arranjos, pois tem mais dinheiro que o ministério, dado o tal imposto lançado sobre as apólices de seguros, cada uma das quais desconta, ou devia descontar 1%, para o INEM. Não pagar a quem trabalha em tão arriscadas missões é mesmo inqualificável de tão mau que é. Apesar disto, não há justiça para justiçar esta gestão danosa! Os enfermeiros decretaram greve ao trabalho nos helicópteros. Os médicos pensando mais bem, concluíram: sem enfermeiros, que vamos nós médicos fazer nos helicópteros? É melhor solidarizarmo-nos com os enfermeiros, pois até lhes damos a entender que estamos com as suas reivindicações e espantamos, para bem longe, pelo menos por agora, a ideia que alguém possa ter de que não fazemos lá falta alguma. E assim se engodam as vítimas do plano Pizarro, que é o de fazer uma carreira de para-habilidosos curandeiros, criando a maior insegurança facilmente imaginável na assistência pré-hospitalar, com fins facilmente entendíveis. Fica por explicar por que não se investe nos enfermeiros desempregados e por que não se cria um mapa de pessoal próprio, no INEM! Será que está a ser dado outro destino à verba cobrada à indústria seguradora, para a pré-hospitalar. Sabe-se lá! Sabe-se lá, repete o eco, além! Cordiais Saudações Sindicais, |
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