| Procura-se! |
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| 23-Aug-2010 | |
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Procura-se! Dão-se alvíssaras a quem o encontrar vivo ou morto. Vem este nosso interesse a propósito do extemporâneo intrometimento do director clínico do Hospital, Dr. José Mouraço, nos supostos abusos sexuais do Enfermeiro funcionário do Hospital de Santarém. Tratando-se de um assunto do Hospital, devia ser o Presidente do Conselho de Administração a responder pelo mesmo, directamente ou, por delegação, através do responsável pelo sector; o Director Enfermeiro. Ora, como se trata de um Enfermeiro, não sendo o Presidente do Hospital a responder, devia, entendemos, ser o Director Enfermeiro a responder para a comunicação social, acerca do que foi deliberado pelo Conselho de Administração, tanto mais que o acusado, foi mandado plantar urtigas, para não estar em contacto com seres sexuados, depreende-se da notícia. O tribunal, bem ou mal, decidiu pela suspensão do Enfermeiro. Não somos dos que acreditamos na infalibilidade da justiça feita pelos juízes dos nossos tribunais. Falamos por experiência própria. Não sabemos qual a veracidade da prova apresentada, perante a justiça, pelas eventuais vítimas, para que uma suspensão sem julgamento que defina a culpabilidade, determine a suspensão do cargo, que exerce no Hospital, tanto mais que o Hospital, por iniciativa própria, embora presumivelmente inocente, segundo o director clínico, já o tinha posto a plantar urtigas, logo já tinha sido previamente castigado, pela Administração do Hospital, mesmo sem julgamento ou procedimento disciplinar adequados. Também não sabemos se para executar a “sentença”, vai ter de voltar ao cargo que ocupava, no qual se tornou um perigo público para certas mulheres (as queixosas); ou se adiciona ao castigo que lhe aplicou de mudança de local de trabalho, o da “sentença do tribunal” que já não tem condições de cumprir porque, o Hospital se antecipou e, até, segundo o director clínico, para protecção do Enfermeiro que, até prova provada se presume inocente; “por isso até foi mudado de serviço, para não dar nas vistas, nem ceder às tentações da carne… Tudo isto é discutível, em função dos que julgam segundo juízos de valor. Felizmente não somos juízes, para julgarmos o Enfermeiro, sem conhecermos os factos. Porém, condenamos liminarmente a atitude do director clínico que devia, caso esteja a representar provisoriamente o Presidente do Conselho, delegar o Enfermeiro Director a exposição pública de um assunto que diz respeito ao Hospital, mas, sobretudo à Enfermagem, que, tal como a Medicina, não precisa de tutores para assumir as responsabilidades dos seus actos, pois possui órgãos de representação próprios, com igual autonomia. Que diriam os médicos, a começar pelo Bastonário da sua Ordem, Pedro Nunes, se fosse o Director Enfermeiro a falar sobre abusos sexuais de um médico, que também os há, em julgamento!?... Não criticamos os jornalistas divulgadores da notícia de não se lembrarem do Director Enfermeiro, para o interrogarem acerca duma situação que teria de passar por ele, inevitavelmente, antes de passar por outro qualquer membro do Conselho de Administração. A culpa vai inteirinha para o director clínico ao não ter encaminhado a discussão do tema para a Direcção de Enfermagem. É um desrespeito pelos colegas do Conselho. Se estava a substituir o Presidente (na hipótese de ausência e por delegação temporária de competências) devia dizer que era nessa qualidade que estava a falar e não na de director clínico, porque, aí, é exactamente equivalente ao director enfermeiro, logo um claro abusador de confiança. Claro está, que nesta estiagem, autêntico manancial para os incendiários, que fornecem imagens televisivas que nem Dante, na sua “divina comédia”, conseguiu imaginar, nos infernos que ficciona, as pequenas chamas, como esta, não merecem da nossa Ordem um leve reparo, se é que tem acesso aos “média”… Seja como for, nós, aqui, também estamos atentos às pequenas chamas e ao seu significado. Esta em que estamos a reparar, é fruto da época em que a Enfermagem vive e na qual o abuso de uns incendiários e a pusilanimidade de outros, não bombeiros, a pretendem queimar. Por esta razão a denunciamos. Cordiais Saudações Sindicais, |
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