| A Última Machadada |
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| 08-Sep-2010 | |
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E agora, hein! Quando alertámos os negociadores das USF que até fizeram uma associação e tudo, que estavam a fazer um mau negócio, à margem deste Sindicato de Enfermeiros (SE), quando assinaram 3860€/ano a que correspondem 275,71€/mês, condicionados à avaliação da consecução dos objectivos, dizia-se, nas reuniões da especialidade que o sindicato tinha concordado.Hoje já é sabido qual o sindicato que vende o nosso trabalho por baixo preço, mas isso não nos causa alegria; pelo contrário. Para se ver a enormidade do disparate negocial de quem aceitou, que não nós, tamanha miséria, com o rebuçado da concessão do “horário acrescido”, a que correspondiam 37% do magro salário, para trabalhar, no mínimo 42 horas semanais, sem rumo nem destino, ou seja; disponibilidade permanente, ao sabor das circunstâncias, nas quais incluímos a tantas vezes irracional medicalização, fazendo bonitos com a escravização dos enfermeiros, assim como os imprevistos no quadro da doença de quem sofre, comparamos com o que os “chicos espertos” do famigerado RRE (Regime Remuneratório Experimental) conseguiram: USF do tipo B, onde conseguiram iludir os enfermeiros, durante algum tempo, com um regime colado a cuspe que foi o “horário acrescido” e 275€/mês, se a avaliação for positiva, a receber duma vez só, no fim do ano; E ainda; 4370€/mês, de incentivos fixos e sem avaliação, num decreto que veio substituir definitivamente o referido RRE. Se forem à carteira das necessidades e fizerem mais umas coisas, através dos enfermeiros, cuja produtividade reverte, para a produtividade dos médicos (se assistissem à convicção duma dessas vogais de Conselho Clínico, que até há bem pouco tempo, por não darem valor aos nossos avisos, julgavam que tinham alguma influência e poder, para além de venderem a banha da cobra médica – aquela que aparece no símbolo da OM e não a de Vilar de Perdizes; ao dizer às colegas que não precisavam de registar o que faziam, porque isso não tinha valor legal; ao descobrir o seu grau de inépcia meteu baixa, por ferimentos graves causados pela queda em si mesma). Ora esses espertalhões glutões ainda podem ir comer mais uns €€ das migalhas da bolsa de carências. Cinicamente, grosseiramente, desprezivelmente, escarnecendo, mais uma vez e sempre, dos Enfermeiros, a Senhora Ministra da Saúde, com aquele ar de santidade que a caracteriza, teve a sem vergonha, ou desfaçatez, como preferirem de garantir que os incentivos se mantinham !!! Que incentivos, Senhora Ministra?! Os 3860€ a receber ao fim do ano e depois da avaliação dos cuidados de Enfermeiros e Médicos como objectivos gerais a influírem na côdea atribuída aos Enfermeiros? Ou os 4370€/mês a atribuir aos médicos sem qualquer avaliação que não seja a que os jornais fazem das USF tipo B? Se nos quiserem dar um pouco de alegria, pois bem precisamos dela, neste mar de tristeza, abandonem essa mascarada das USF, pois ainda, por mal dos nossos pecados, como diz o Zé, a maior parte veio instalar-se no Norte, onde há mais sem abrigo, pelos vistos, ou Enfermeiros mais distraídos para o valor real do seu trabalho, que no restante Portugal… Não sabemos se quando o Senhor Secretário Ajudante e da Saúde diz: “ aos Enfermeiros, já os comi”, também pensou nestes que ficaram sem o horário acrescido, ou se este plano tem uma dinâmica própria de tirar aos Enfermeiros para dar aos Médicos nos variadíssimos esquemas de exploração que inventaram, cuja versão mais acabada são as empresas fornecedores de serviços manipulados e vestidos de necessidades vendáveis nos discursos mentirosos de um PM que fala da saúde como… ninguém. No fundo, são os mistérios da engenharia económica do Governo que esbanja nas empresas de outsourcing e de insourcing, para comerem à tripa forra, sobre a criação de necessidades fictícias, enquanto os que, como os Enfermeiros dão cobertura a necessidades reais, são cada vez mais miseravelmente tratados. Daqui avisamos os que ainda encontram na leitura do que escrevemos, alguma utilidade prática de que não estamos a dormir; aquecemos a panela de pressão que há-de rebentar, não tenham dúvidas. E nessa altura, far-se-á luz e justiça, para que não se repita tanta falta de respeito e consideração pelo Enfermeiro e o seu trabalho. Cordiais Saudações Sindicais, |
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